Contra-Corrente

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O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Resumen del episodio

Este episódio analisa as recentes campanhas de sabotagem e guerra híbrida atribuídas à Rússia na Europa, focando em táticas de desinformação, ataques a infraestruturas e o uso de movimentos populistas para desestabilizar democracias liberais. Os interlocutores discutem como a ascensão da extrema-direita e a fragilidade das instituições europeias podem comprometer a unidade do continente perante as agressões russas. A discussão aborda ainda a necessidade urgente de a Europa desenvolver capacidades de dissuasão militar e reduzir a sua dependência estratégica dos Estados Unidos. O debate explora o papel da NATO, os desafios impostos pelo Estado de Direito às respostas de defesa e a importância de superar a paralisia política na União Europeia para enfrentar ameaças que utilizam a 'paz' como ferramenta de manipulação.

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Destacados

Há aqui claramente, percebe de que há aqui uma mão de Moscou em algumas coisas que estão a acontecer na Europa.

00:03:12 · A interlocutora aponta a responsabilidade russa em incidentes de sabotagem recentes.

estes ataques fazem parte de uma campanha completa e por isso é que se chama isto guerra híbrida, porque no fundo é uma campanha orquestrada e tendo em vista um objetivo que é, neste caso, enfraquecer e coagir e dissuadir a Europa

00:21:17 · O Coronel explica como as ações russas são coordenadas para desestabilizar o apoio à Ucrânia.

Se eu tiver um pau e alguém na rumo vier a atacar com um pau, enfim, se eu não tiver um pau, provavelmente dá-me com o pau. Se eu tiver um pau já pensa duas vezes, portanto, a ideia é sempre essa.

00:34:27 · O orador utiliza uma analogia simples para explicar o conceito de dissuasão militar e a importância de possuir meios de defesa.

o que eu penso que é o grande trunfo da Rússia contra a Europa é a decadência da democracia liberal

00:58:08 · O professor António José Tello identifica a fragilidade das democracias liberais como uma oportunidade para a estratégia russa.

A Nato não está a perder relevância, acho que a Nato, pelo contrário, está a aumentar a sua relevância.

01:26:39 · O orador contesta a ideia de declínio da NATO, argumentando que a sua importância cresce desde que a Europa organize a sua própria defesa.

Episodios

2156-

Europa irá aguentar provocações da Rússia? — Debate

Este episódio analisa as recentes campanhas de sabotagem e guerra híbrida atribuídas à Rússia na Europa, focando em táticas de desinformação, ataques a infraestruturas e o uso de movimentos populistas para desestabilizar democracias liberais. Os interlocutores discutem como a ascensão da extrema-direita e a fragilidade das instituições europeias podem comprometer a unidade do continente perante as agressões russas. A discussão aborda ainda a necessidade urgente de a Europa desenvolver capacidades de dissuasão militar e reduzir a sua dependência estratégica dos Estados Unidos. O debate explora o papel da NATO, os desafios impostos pelo Estado de Direito às respostas de defesa e a importância de superar a paralisia política na União Europeia para enfrentar ameaças que utilizam a 'paz' como ferramenta de manipulação.

04 sep. 2026
2155-

A Rússia está a testar os limites da Europa?

O episódio aborda as crescentes tensões na Europa e as acusações de uma campanha de sabotagem e guerra híbrida conduzida pela Rússia. São discutidos incidentes recentes envolvendo drones em aeroportos alemães, colisões de aeronaves, cortes de cabos no Báltico e incêndios suspeitos em armazéns em diversos países europeus. A análise explora como esses eventos podem servir para desestabilizar a opinião pública europeia, utilizando o conceito de 'cavalos de Troia' políticos. O debate foca na influência de partidos com discursos alinhados aos interesses de Moscovo, como a AfD na Alemanha, e nos desafios à estabilidade política em países como França e Itália.

04 sep. 2026
2154-

Como se vive depois de um acidente? — Debate

Este episódio explora as profundas consequências dos acidentes, partindo do caso do Elevador da Glória para analisar a complexidade das indemnizações e o impacto na vida das vítimas. Discutem-se os desafios técnicos e jurídicos no cálculo de danos, a responsabilidade civil perante eventos de força maior e o papel fundamental das seguradoras na mitigação de prejuízos económicos. A conversa aborda ainda as repercussões psicológicas e sociais das tragédias, criticando a insuficiência do amparo institucional e a falta de acessibilidade urbana. O debate reflete sobre a imprevisibilidade dos acidentes como uma realidade universal e a necessidade urgente de maior literacia sobre seguros para garantir a proteção de direitos num mundo de riscos crescentes.

03 sep. 2026
2153-

Acidentes: a vida muda num instante. Como viver depois?

O episódio do Contracorrente aborda as consequências e os processos de indemnização após acidentes, utilizando como ponto de partida o aniversário de um acidente no Elevador da Glória, em Lisboa. A discussão explora a complexidade das investigações e a demora na consolidação clínica das vítimas para determinar sequelas e danos. A conversa analisa também as estatísticas de sinistralidade rodoviária e acidentes de trabalho em Portugal, destacando o impacto de ferimentos graves e a problemática das tabelas de indemnização desatualizadas que afetam os direitos das vítimas.

03 sep. 2026
2152-

Luís Neves está imparável ou perdido da realidade? — Debate

O episódio analisa as crescentes controvérsias em torno do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, abordando uma cronologia de incidentes que vão desde irregularidades em declarações de rendimentos até ao uso de cerimónias oficiais para defesa pessoal. Os interlocutores discutem como a postura agressiva e o comportamento 'justiceiro' do ministro podem estar a validar narrativas da oposição e a comprometer o Estado de Direito. A discussão explora ainda a crise de comunicação e liderança no Governo, avaliando o impacto das intervenções de Neves na confiança em instituições como a PSP e a PJ. O debate reflete sobre a polarização política centrada nas figuras do ministro e de André Ventura, bem como os riscos de uma estratégia baseada no confronto e no populismo para a estabilidade institucional de Portugal.

02 sep. 2026