00:02
Você está ouvindo Nerdcast, no Jovem Nerd.
00:21
Aqui é o Max Valares e essa série já está durando mais que os anos 90. Bom demais.
00:26
Olá, pessoas. Eu sou o Anderson Gaveta e eu sou, literalmente, Mr. Anderson.
00:31
É verdade.
00:33
Caraca, cara.
00:37
Aqui é o Marcelo e em 99 nós éramos felizes e já sabíamos.
00:42
Com certeza. O pico da sua civilização.
00:48
Eduardo Esporre, existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho. Nossa.
00:54
Só vai dar uma tristeza. Já deu pra entender.
00:57
Exatamente, qual é o grande fim.
01:01
Ou seja, vai ter outro programa de 99 Desse jeito Felizmente a gente já tem um só de Matrix Então pelo menos Aqui é o Tucano e apesar de 99 ter sido o melhor ano do cinema O legado é terrível Por quê?
01:16
Por causa da outra pílula?
01:18
A pílula vermelha E o Fight Club Puta que pariu, maluco
01:27
diabo, demônio.
01:29
Aqui é o Azaghal, o demônio
01:34
Aqui perto de mim.
01:35
É o Husky. Husky é um demônio, brother.
01:39
O Husky faz simpato também, pô. Ele ficou constrangido.
01:45
Muito bem, nerds! Finalmente! Na semana que está fazendo um ano da publicação do primeiro Nerdcast de filmes dos anos 90, finalmente! Estamos fechando com 1999. Não inventa de fazer A e B. Vamos fechar essa porra hoje. Não, não.
02:03
A gente vai acelerar e vai até o final.
02:06
Vambora! Canelada!
02:08
Canelada!
02:22
Muito bem, Marcelo Bassoli! Vamos esperar mais uma semana de mesa e caneladas on Nerdcast!
02:28
Vamos.
02:29
Ah, você fugiu. Fugiu do Nerdcast XP 97 porque o Marcel tava lá na D23 com a Iron Studios mostrando estátua exclusiva, um quarto do Walt Disney, um monte de coisa de Avengers e caraca. E aí não gravou. Não gravou. Falou assim, ah, mas também não faço questão. Agora tu vem aqui.
02:48
Não, não, é que assim, cara... Foi aquele nhé, né? É que eu achei tão merda que eu falei, ah, cara, não sei se eu vou... Nossa, tão merda, não foi nem nhé, você achou tão merda?
03:00
Olha, não gostou de ver o seu amor preto e branco? Muito ruim, cara.
03:06
Eu tava ouvindo Nerdcast ainda, e vocês falando, pô, mas só mudaram a cor e tal, porque, né, não mexeram mais. Porque aí é só pegar o boneco e repintar, porra. É óbvio que é isso, cara.
03:17
Exatamente. Aí, pronto, o Aerosmith manda. Pronto, não precisa pintar. Exato.
03:22
Não precisa nem modelar nada novo.
03:24
Olha só, mas o que que tem de bom acontecendo no dia 20 de setembro é Nerdcast!
03:30
Marcelo Batoli! Não aguento mais esperar, já estou muito ansioso.
03:36
Temos a primeira sessão já esgotada e a segunda sessão tem ingressos à venda que vai ser um, né? Duas horas de um Nerdcast ao vivaço com a galera, com o pré-show do Marcelinho ao vivo lá de meia hora antes de começar a nossa sessão. Marcelinho vai estar lá respondendo, interagindo com a galera que está chegando, etc. Vai ser muito maneiro. Você vai poder fazer perguntas para o Marcelinho. O Marcelinho vai poder... Enfim, eu não sei o que o Marcelinho vai fazer.
04:03
É muito maneiro.
04:04
É por sua conta e risco perguntar com alguém que eu sou mais legal. Mas olha, vai ter os nossos artistas, as rodas dos artistas, vai ter Jambô com o Karen Suarelli e Leonel Caldello dando autógrafo. Vai ter mesa de RPG também, você vai poder jogar lá.
04:17
Nossa, que irado.
04:18
Vai ter food truck da Seven Kicks pra você. Finalmente, se você nunca foi, nunca provou o hambúrguer da Seven Kicks, vai lá que você vai ver. Vai ter Juan Calotto com o lançamento do nosso Moonshine exclusivo, feito para o Nerdcast RPG Western.
04:32
Olha aí que maravilha.
04:34
Lágrima de una luna sangrienta. Você vai poder provar e levar pra casa. Então, ó, leva tubo pra comprar arte, prints. E leva mochila pra você levar sua berita, pra você levar quadrinhos. Vai ter tudo lá. E vai ter aerostúdios, Marcelo Bassoli!
04:49
Estaremos lá de praxe. Inclusive, tem que falar pra galera. Chega cedo, ó. Que horas que abre lá?
04:55
Pra quem vai pra primeira sessão, abre meio-dia. Pra quem vai pra segunda sessão, abre três da tarde. O foyer, né?
05:03
Que eu digo. Certo, certo.
05:05
E aí, antes das sessões começarem, vocês vão poder circular no foyer, ver todas as atrações, que é onde vai estar a área e o estúdio. Chega o quanto o mais cedo possível, que vai ser muito maneiro. Você vai aproveitar muita coisa. E na iron, olha só o que vai ter na iron. Você vai poder comprar a estrada A estátua do Ozobi que a gente está pedindo.
05:24
É, exatamente. A galera, todo mundo que apoiou a campanha já recebeu, né?
05:29
A estátua do Ozobi, sim, exato.
05:31
A estátua 1 para 10. Então agora, quem não teve oportunidade de apoiar na época, pode vê-la pessoalmente aí na Nerdcom. E se decidir adquirir, estará disponível lá.
05:42
Uh, que bonito. Você vai poder ver o jogo do Ozob lá sendo exibido para todo mundo ver como é que funcionou. Se você nunca viu, vai ser muito foda o Board Game do Ozob. Com também as expansões do Asteroid Vegas. Você também vai poder ver a expansão de Residium também com a Coral, os Bug Bers. Cara, é muito maneiro. A NerdCon é um festival maravilhoso de conexão do Jovem Nerd com a comunidade. Vai ser muito, muito foda a gente comemorando... 20 anos de Nerdcast. E não é para menos. Olha só.
06:12
A Iron Studios também vai proporcionar foto oportunidades com status. E prêmios. E prêmios. E prêmios. Vai ter status da Iron Studios de prêmios para quem estiver lá. Vamos ter algumas atividades que vão gerar. Então você pode sair de lá. Qual é a status da Iron Studios? Maravilhoso. Obrigado, Marcelo. Obrigado, Renan. Obrigado, Iron Studios, por estar participando com a gente. Dessa forma, incrível, cara. 20 anos de Nerdcast. Com tanta espaço.
06:39
A gente que agradece aí a parceria aí.
06:42
Porra, tamo junto. Não se esqueça que você, entrando em nerdcom.com.br, você pode comprar o seu ingresso para a segunda sessão agora, que a segunda sessão começa às 18h30, com o pré-show começando às 18h. Mas você pode chegar no Foyer a partir das 15h, no dia 20 de setembro, lá no Memorial da América Latina em São Paulo. Não se esqueça que você pode comprar meia entrada com a categoria Meia Entrada Social. Você clica ali, você tem as meias entradas previstas. por lei, mas se você quiser, você pode também comprar a meia entrada social e a contrapartida, você leva um livro em bom estado para doar lá no dia do evento que a gente está encaminhando uma parceria constante virtual, que a gente vai encaminhar todos os livros doados para eles e eles vão encaminhar também.
07:23
Cara, é muito foda. Vai ser, ó, o ingresso não é só ingresso. O ingresso também vem com kit, com pin, cartela de adesivo, com dado exclusivo, devite exclusivo da Nerdcom, com caixa exclusiva, com o livreto de migalha de sabedoria do Sr. Ká, com 80 páginas que você abre aleatoriamente numa página e você recebe uma migalha de sabedoria desses 20 anos de Nerdcast, cara.
07:44
Tem stand do Jotanek também, não podemos esquecer aqui de fazer esse jabá, Alexandre.
07:49
Exatamente. Vidani estará lá fazendo vinhetas personalizadas pros nerds. Você vai levar também, vai sair de lá com a vinheta personalizada do Vidani, cara. Maravilhoso, cara. É um festival maravilhoso com essa conexão com a comunidade comemorando 20 anos de Nerdcast, meu Deus do céu. Aproveita e entra em nerdcom.com.br e compra o seu ingresso agora, gente. Se vê lá, vai ser foda demais.
08:17
E se você não quiser ouvir os recados e e-mails e spoilers de segunda temporada de X-Men 97, você pode pular diretamente para... 25 minutos e 28 clássicos dos anos 90. Quero agradecer aos nerds que doaram sangue e salvaram vidas, Gustavo Henrique, Andreotti, Thaís Blaut, Maria... Elionay da Silva, Antônio de Castro Jr. e César Ferreira. Muito, muito obrigado, Neds. Dois sangue. Mande aqui uma selfie pra net, que é arroba jovenet.com.br, que a gente sempre agradece. E, ó, tem um pedido de doação urgente de sangue AB positivo pra Cristiane Moreira dos Santos no Grupo GSH em Bela Vista, São Paulo.
08:54
Se você puder doar, tem informações aí no post. É sempre urgente. A Cristiane agradece. Você que doa sangue, salva vidas. Muito, muito obrigado, galera! Afonso Castagnoli, 28 anos, sociólogo, Curitiba, atualmente morando em MOL, na Bélgica. Vamos lá.
09:11
Quanto que vale um MOL mesmo? É bastante, hein? Quanto que vale? Hã? Um MOL, né? Não tem? Não é uma medida? Não, não sei. É? MOL? É, pô, MOL. É uma medida de quê? Em química usa, né? Dois MOLs.
09:22
Ah, MOL, medida?
09:24
Espera aí, MOL. Deixa eu ver na equipe aí já.
09:26
O mol ou a mole é a unidade base do sistema internacional de unidades para a grandeza de quantidade de substância. Mol. Ah, cara, a cara lembrou, foi lá para as aulas de química.
09:37
Um mol vale 6 vezes 10 a 23 unidades, cara. É tipo assim, coisa para um caralho. Estava na minha memória, eu não sabia o que era mais, mas estava lá, estava lá.
09:47
Estava na memória, olha aí, porra, parabéns. Eu vou chutar que isso foi desenvolvido em mol, essa medida...
09:53
Na Bélgica?
09:54
É isso? Porra, foi incrível, foi incrível. Em relação à segunda temporada de X-Men 97, sinto que os episódios sofreram dos mesmos problemas que a temporada anterior, porém num grau maior. O principal exemplo é o Trisal Vampira Gambit Magneto, que pra mim já era um dos problemas do primeiro ano.
10:11
É claro que é um problema, mas o Magneto tá sobrando, né?
10:16
A primeira apareceu na Vampira, ela era também uma vilã. Ela é da Irmandade Mutante do Magneto, é isso?
10:22
Então, ela trabalhava ali com a Mística, né?
10:24
Ah, com a Mística. Mas ela tinha um envolvimento com o Magneto. Era a Turma do Magneto, não era?
10:29
Ou tô maluco? Isso eu não lembro. Eu não sei dizer.
10:32
Puta, mas então, mas enfim, o Magneto é o cara que... Cara, tu viu a internet? Eu te mandei essa semana, não te mandei?
10:38
Mandou.
10:38
Que o Gambit tem aquela luva que os dois dedos do meio da mão, elas têm cobertura e as outras não.
10:44
Aham.
10:45
E aí um cara, tipo assim, eu não sei se é uma coisa velha que eu nunca tinha pensado, e o cara falou assim, ok, já entendemos que... Já entendemos o Gambit. Eu falei, caraca, brother, nunca tinha falado pensar nisso. Só não pode beijar na boca. Mas o resto...
11:01
Eu vou contar uma parada aqui. No ano passado, no Nerdcast 1000, tem um momento lá que vocês estão... Eu fui lá a prestigiar, estava assistindo na plateia, né? Sim, sim. Aí tem um momento lá, que acho que inclusive é a Agatha, que ela está explicando ali como faz a limpeza e tal.
11:18
Ah, tá, certo, certo.
11:19
E aí ela faz, ela pega assim, aí você pega os dois dedos aqui, assim e tal. Aí, nessa hora, eu falei, é, isso aí o Gambit sempre soube desse momento.
11:30
É isso aí, meu amigo. O Alfonso continua aqui. Fiquei na esperança de ver mais diálogos que aprofundassem esse luto destrutivo da personagem que saiu descendo a porrada em tudo e todos por causa da perda do Remy.
11:55
Até a vampira do filme ruim X-Men Confronto Final teve mais desenvolvimento da dor que seu poder causava a outros e a ela, preferindo desistir dos seus poderes para ficar com o homem que ama. Se na primeira temporada vimos os colares inibidores, não seria mais prudente ela usar esse colar de vez em quando? Cara, mas então, mas é que isso... Então...
12:16
Eu vou falar assim, porque essa é uma dúvida comum, né? Na verdade. Essa rapidez da vampira pelo Gambit, não é que é uma rapidez, né? É que é uma questão humana mesmo, né? No caso dela, a mutante. Mas assim, com o Gambit, é meio que um beco sem saída. Eles têm como se relacionar, mas ele vai até um certo ponto, né? E o Magneto, ele sempre ofereceu algo a mais, né? Que é uma relação... Carnal mesmo, né? Tipo assim, ele tem esse poder. Ele tem uma parada que nenhum outro mutante pode oferecer pra ela e tudo mais, enfim.
12:48
Além de ser um velhão parrudo, né? Aquele negócio todo. Só que ela usar o colar inibidor, tipo, imagina um mutante usando uma arma que é feita pra reprimir, né? Pra suprimir. É como um, sei lá, um prisioneiro. É um prisioneiro usar uma, né? Tá libertado e vai usar o gênero. Sei lá, tipo, tô mal comparando, né?
13:07
Em Genosha, os mutantes eram escravizados com essa parada, né? Exato, exato. Eu acho que tem um contexto muito mais profundo do que ser só um objeto que faz seus poderes sumirem aí pra ela fazer sexo, sabe? É um negócio muito mais profundo e doloroso, etc e tal. E não é uma coisa só prática, assim, ah, bota o negócio aí e vambora. Sabe?
13:31
Não, eles tinham que achar aquela mutante que anula poderes mutantes, né? E botar no quarto do lado da vampira, era isso que eles tinham que fazer.
13:38
Porra, caralho, que eu vou estar aí, cara? Cara, isso é muito sacanagem também, cara. Fica dez minutinhos aí, rapaz, encostado na parede. Ah! Era muito sacanagem isso, cara. É o quarto dela.
13:49
Ela tá dormindo e... Tipo assim, entendeu?
13:53
Não me livre, não, cara.
13:55
Aquele conjugado de hotel que tem uma porta.
13:59
Não, não. Mas aí ele termina aqui. Pra concluir, eu acho que ficaria mais feliz se ao invés de matar o noturno, ou ameaçar de matar a vampira pelo poder que ela pegou da ship, uma solução melhor seria se os poderes dela, os poderes da vampira ou do noturno e fossem retirados em troca do poder para salvar Gambit.
14:20
Ah, mas aí você quer a vampira sem voar e dar socão? Porra, pra ninguém, ninguém. É, porra, nem o Gambit quer isso aí também.
14:30
Não tem mais graça, né?
14:32
O Gambit quer viver perigosamente. É igual na primeira temporada quando a Jean largou o ciclope, o Wolverine perdeu ali a vontade.
14:41
O lance dele era casado, assim.
14:43
Exatamente.
14:43
Mas, ó, o que que tu mais gostou dessa temporada, Marcelo? Cara, eu gostei muito dos primeiros episódios, a parte ali do Cable, Ciclope, Jim, muito foda mesmo.
14:53
A morte do Magneto foi sinistríssima, né?
14:56
A morte do Magneto foi legal. O que eu senti é que eles não sabiam a história que eles queriam contar na temporada, entendeu? Por exemplo, na outra temporada, beleza, ela tinha episódios episódicos... Que eu acho que é o formato certo pra esse tipo de série. Eu acho que ela não tem que ser linear, tipo, sei lá, Casa do Dragão, sabe? Uma parada assim.
15:13
Sim, sim, sim, sim.
15:14
Inclusive, assim, o formato que eu mais gosto de série animada desse estilo, pra mim, é o da Liga da Justiça. Que era, tipo, normalmente dois, às vezes até três episódios que fechavam um arco. E aí, no próximo episódio, tipo, era uma outra parada.
15:27
É, outra história. Então, eu acho que seria mais... Talvez, né? Seria mais...
15:33
Eu acho que esse tinha que ter sido o caminho. Na primeira temporada ainda tinha o lance do Bastião e tal, né? Era uma linha... Teve um fio condutor, por mais que tivesse histórias paralelas, assim. Só que nessa tinha muita história paralela. Eu não entendi o que eles queriam contar. Aí eu vi que vocês falaram até no Nerdcast, né? Ah, gostamos muito do desenvolvimento da Polaris e tudo mais. Beleza, gente. Mas assim, desenvolve a porra da tempestade. Cadê a tempestade? Vocês nem mostraram, né?
15:57
Toda a parada com o Ford e tal foi tipo... Ah, foda-se essa porra.
16:00
Cara, você quer usar a Polaris? Usa na quinta temporada, que já contou tudo a história que já tinha pra contar. Eu acho que a galera ficou muito escanteada. O próprio Wolverine ficou muito escanteado, assim. Teve um episódio ali e mais nada, assim. O Gambit não precisa nem falar, né?
16:16
Nossa, Marcelo veio reclamar do Wolverine. Tem pouco tempo de tela.
16:21
Não, pro Gambit voltar desse jeito, era melhor nem ter voltado, sinceramente. Ih, cara!
16:26
Nossa Muito fraco, achei Esse final foi fraquíssimo, assim, na minha opinião O começo eu gostei, eu me emocionei Com o Ciclope ali, fazendo discurso de pai Aquele negócio todo lá, achei bem legal Mas acho que depois eles meio que se perderam Assim, sabe? Acho que realmente eles não sabiam o que contar
16:44
Vai ter terceira e quarta temporada, né? Isso já tá certo, né?
16:47
Vamos ver se eles se encontram, né?
16:49
Bom, bom, vamos se encontrar. Foi até uma coisa que eu comentei. Tipo, eles estavam jogando tantas sagas clássicas de X-Men nos quadrinhos e acelerando tudo pra tentar botar tanta coisa que no final eu fiquei pensando Ah, gente, se for assim, sabe? Esquece as sagas e desenvolve uma história contínua nova pro desenho. X-Men Evolution não era assim? Ou ele ficava pegando emprestado sagas antigas também dos quadrinhos?
17:11
Não, não, era mais original, era mais original. Era mais original, não era? Não, então, mas, por exemplo, sabe uma parada que me mata? Principalmente nessa segunda temporada. Eu não sei quem é a equipe. Tipo, não tem uma equipe. Porque, assim, na saga, na de 92, tinha a equipe, que era baseada muito na equipe azul dos quadrinhos e tal, né? Essa era a equipe principal. Às vezes aparecia um Colossus, às vezes aparecia uma Psylocke. O Noturno aparecia em alguns episódios e tal. Beleza. E aí eram histórias mais individuais. Por mais que eles adaptassem em Dias de um Futuro Esquecido, né?
17:42
Da forma deles, era mais episódico. Sabe assim? Então, eu não sei. Eu acho que eles perderam o fio da meada aí. Vamos ver se eles retomam. Espero que sim, porque X-Men não tem nada melhor, né?
17:51
Nada melhor. Nada melhor. Nada melhor. Aliás, o MVP jubileu, né?
17:55
Sim, jubileu. E o Noturno foi bem também, vai. O Noturno foi bem.
17:58
Porra, pelo amor de Deus.
18:00
Deu um pau em todo mundo lá. Muito foda.
18:03
Ó, vou ler aqui o e-mail de 20 anos porque o programa tá grande e dá uma acelerada aqui. Douglas Varelli, 24 anos, ator dublador e estudante de licenciatura em História, Niterói, RJ. Tá certo, é isso.
18:16
Abre o leque. Pode crer.
18:18
Esse é o meu primeiro e-mail e desde que comecei a acompanhar o Jovem Nerd há mais ou menos 13 anos, quando saiu GTA V, olha aí. Olha aí. E agora tô lendo seu primeiro e-mail quando tá saindo GTA VI, olha que bonito. E a galera reclama do Martin, né? Olha aí. Meu primeiro contato foi através do Nerd Player. Porém, logo comecei a acompanhar o Nerdcast. E desde então, muita coisa da minha vida acabou tendo grandes influências do Jovem Nerd. Olha aí. Foi através de vocês que eu conheci o RPG. Olha, foda.
18:47
Ah, muita gente. Aposto que muita gente, cara.
18:49
E por muitos anos mestrei para os meus amigos. Também foi através do Jovem Nerd que eu conheci a Alura, que acabou sendo importantíssima durante a minha graduação em computação. Olha, que maneiro. Que foda, cara. Em 2017, ainda tive o prazer de encontrá-los pelos corredores da CCCP e tirar uma foto. Porra, bro, tamo junto. Porém, o momento que me fez sentir mais próximo do Jovem Nerd foi em 2024, quando me tornei aluno do grande mestre e ídolo Luiz Carlos Persi. Olha aí!
19:18
Mais conhecido como Esqueleto.
19:21
E ele fez a voz do Retute lá, que é o Kang. Que a gente esqueceu de falar disso, brother.
19:26
Era ele? Eu não lembrei. Não lembrava.
19:29
Era. Então, o cara lá, o faraó, que no final você descobriu que era o Kang?
19:33
Aham, sim, sim.
19:34
Percy que dublou, olha aí. Pô, Percy é o Kang agora mesmo. Tá brincando.
19:38
Tá foda.
19:39
Ele continua aqui. Comecei a ter aula de dublagem com o Percy e um estúdio de dublagem no Rio de Janeiro, num curso que era coordenado pela incrível Maíra Góes. Nossa senhora, Maíra Góes. Minha querida, amada Maíra Góes. Nossa eterna Ângela de Franço Lavirinto e eterníssima Dori.
19:55
Nem me fala, nem me fala.
19:56
Mas olha o range da Maíra, cara. De Dori A. Angela. É impressionante, é impressionante. Nossa incrível diretora também de dublagem, muito maravilhosa. Como eu morava em Macaé, no interior, sempre chegava muito cedo para participar da aula e passava o tempo com a minha namorada no café que fica ao lado do estúdio. No primeiro dia tivemos a surpresa e a felicidade de encontrar o Percy nesse mesmo café. Olha aí a fofoca. Principalmente sobre os bastidores de França e o Labirinto. Olha aí.
20:35
Ah, então foi... É recente, pô, recente. Ah, 2024, é verdade, falou.
20:40
2024, 2024, é. Em 2024 a gente ainda tava filmando a própria Carla, então ele não tinha visto ainda.
20:46
Ah, sim, sim.
20:47
Ele continua aqui. Certo dia, ele falou sobre o quanto estava empolgado com o convite para participar de um filme. Ah, olha aí, olha aí. Mas evitou dar muitas informações. Olha aí. Boa, Percy. Adiantou apenas que era um filme de terror. O N.J. cantando, né?
21:02
Eu tava cantando. Ah!
21:03
Não, imagina o Percy, tá tudo certo.
21:05
É, profissional.
21:06
Pouco tempo depois, vocês revelaram que está produzindo um filme e também fizeram um mistério. Mas já havia ficado claro pra mim, o Jovem Nerd está produzindo um filme e o Percy só pode estar nele. Olha aí, detetive. Aí, ele ligou os pontos. Ele tinha informação privilegiada.
21:25
Ah, mas é isso, né? O France Labirinto e tal, né? Aí, ligou os pontos.
21:30
E, ó, você sabe o que o Percy também fez? Ele fez a voz do Prio rapidamente no videogame do Ruff Gunner. Ah. Ah, olha aí. Porque o Prior já tinha tido uma voz maravilhosa, inesquecível, lendária. Quando a gente fez os audiodramas para vender o livro 1 e 2, o Prior tinha a voz de Isaac Bardaví, não é pouca merda não, cara. Nosso querido, saudoso Isaac Bardaví, nosso Wolverine eterno. E aí quando a gente, ele já tinha falecido, né?
21:57
Esqueleto original também, olha aí, o Percy assumiu, né?
22:00
O esqueleto original, exatamente. E aí, quando a gente foi fazer vozes para as cutscenes do Ruth Gunner, a gente pensou logo no Percy, né? E, enfim, super funcionou. Ele cumpriu, né, cara?
22:12
Enfim, pensei demais, cara.
22:14
Não tinha como não aproveitar. essa oportunidade. Conversei muito com ele sobre a própria carne e até contei um pouco pra ele sobre quem foi a HP Lovecraft e o que era o horror cósmico. Ele tinha dito não conhecer. Gosto de pensar que nem que seja absolutamente microscópica, dei uma pequena contribuição pro filme. Oh, muito obrigado, querido. Tamo junto. Quando ele foi gravar o filme, ficamos umas três semanas sem aula. Exatamente as três semanas que a gente ficou gravando. Você tava lá, inclusive, né? Eu fui na última semana, exatamente. Consegui na última semana, mas a gente gravou o filme em três semanas, cara.
22:48
Sinistro.
22:48
Puta, tempo recorde sinistro.
22:50
Tempo recorde pela necessidade.
22:52
O Ian pediu quatro. A gente falou assim, Ian, a gente só tem dinheiro pra treinar.
22:56
Mas a necessidade, ela que traz a criatividade.
23:01
É, meu filho, meu. Era 12 horas de diária. Ao retornar, ele contou que estava muito realizado com a experiência, que adorou o personagem e que nem se conhecia quando assistiu o que foi gravado. Cara, foi muito maneiro, porque ele, ele não queria ver nada. Nada, nada, nada, nada. Ele ficou o filme inteiro sem ver nada. Foi um dos últimos dias de gravação, se não me engano, foi no último. que a gente gravou aquela cena do porão que ele vê que tá rolando uma confusão em cima, e ele olha, e tem até no trailer que ele fala, fica quietinho aí, sabe?
23:29
Aham, pode querer, aham.
23:30
Essa foi a primeira cena que ele viu no monitor.
23:33
Depois, tipo assim, nos últimos dias de gravação... Antes ele tava confiando nele e no diretor, é isso.
23:37
É, se ele falou que tá bom, tá bom. E aí, nesse dia, ele sentou ali atrás do monitor com a gente. Eu tenho isso filmado. Um dia eu vou... Eu vou arranjar um lugar pra publicar isso. E eu filmei a reação dele. Ele tava se vendo, ele tinha acabado de gravar essa cena, aí depois, né, que tava, enfim, mudando câmera, luz e tal, ele foi sentar, sentou ali na frente do monitor e a gente começou a repetir a cena que ele tinha acabado de gravar. E ele ficou olhando, cara, e ele tava tão... Ele ficou tão empolgado, cara, porque E ele ficou assim, nossa, nossa, mas isso é muito verdadeiro, tá muito verdadeiro.
24:07
Ele ficou feliz que tava, ele ficou falando, tá muito verdadeiro, eu não sabia que tava assim. Mas, cara, ele ficou todo orgulhoso, ficou todo feliz, cara.
24:15
Não, e é foda, porque eu fico imaginando, né, um cara que, ele, pô, tem uma carreira espetacular na dublagem, né.
24:22
Sim, sim.
24:22
Mas, assim, agora as pessoas estão vendo ele atuar, né, porque antes você não vê ele, você ouve ele atuar, né.
24:28
É, ele dá muita aula de dublagem de teatro, né? Mas assim, no audiovisual, né? Conhece pouco dele.
24:35
Ele tem papéis, mas é menos, né?
24:37
Exato, não é muito extenso. Então, puta, foi incrível ver. E a gente ficou muito realizado. Meu Deus, o que o Percy está fazendo nesse filme, cara? Muito foda, muito foda. Mas enfim. Aí ele termina aqui. Fiquei muito feliz quando pude finalmente assistir ao filme, que amei inclusive no cinema. A sensação era de ver algo de que fiz parte mesmo sem ter envolvimento nenhum. Mas enfim, olha que legal. Cara, obrigado pela companhia de sempre e que venham mais 20 anos de noite. Porque eu não sei se a gente aguenta mais 20 não.
25:09
Calma. Vai sair igual o Hugh Jackman, porra.
25:11
Vai fazer até o momento. A Dona Luísa falou que a gente tem que... Quando a gente chegou ao Nerdcast 1000, ela falou, rumo ao 100 mil.
25:18
X-Men 97 vai estar na 15ª temporada.
25:21
Ah, vamos lá. Vamos falar reclamando.
25:33
Vamos lá, é muito filme 99, realmente pico da civilização. A gente foi feliz todas as semanas de 99.
25:40
Exato, né? Vamos tirar o elefante da sala logo e falar sobre o episódio 1? Mas de cara?
25:47
Caraca, porra!
25:51
Acho válido. Olha, eu tinha coisas ruins a falar sobre o episódio 1 durante muitos e muitos anos, décadas até. Hoje eu só tenho coisas boas a falar.
26:03
Tá forçando, cara.
26:04
Não existiria Jovem Nerd sem episódio 1, Dudu. É um legado, porque o Jovem Nerd nasceu em 99, mas ele nasceu, o episódio 1 foi a chama.
26:17
Não, eu acho que rolou uma parada tipo ioiô, maré, pele de pica.
26:23
A parada vai e volta. Porque quando saiu do cinema, a maioria das pessoas adorou.
26:28
Porque estava na... Puta que pariu, Star Wars de novo. A estreia foi um evento, maluco. Os fãs odiaram.
26:37
O grande público não gostou. A maioria gostou, saiu extasiada do cinema. Quando baixou um pouquinho a adrenalina, aí passou a odiar. Aí começou a detonar.
26:46
A galera estava desnorteada. As pessoas não sabiam porque não tinham gostado do filme. Esse é o grande ponto.
26:53
Não, o culpado foi o Jar Jar Binks na época. Todo mundo falava, ah, o Jar Jar Binks é uma merda e tararel. É, tem mais coisa.
26:59
Mas só isso, cara.
26:59
Todo mundo falava mal do Jar Jar Binks. Mas o Jar Jar Binks, o cara, o ator, o Ahmed Best, ele ficou na merda por muitos anos por causa dessa porra.
27:07
Desse hit que ele sofreu por causa do Jar Jar Binks.
27:10
E a galera nem sabia quem ele era, né? Imagina se soubesse.
27:12
Pois é, pois é. A crítica ao George Lucas também como diretor. E sendo que os principais problemas do filme nem tem a ver com a direção.
27:20
Não, tem. Tem bastante com a ver com a direção. Não, não, não. Calma, calma.
27:25
100% culpa da direção. Não, não, não.
27:27
O maior problema é o roteiro. Não, mas olha só. Mas olha só. A gente não vai falar não. Não, porque só vem coisas boas de episódio 1.
27:33
Quando a gente ouviu começar a tocar Duel of the Fates com aquela porta abrindo e o Darth Maul ligando as duas lightsabers e a gente terminou essa cena, alucinado ninguém saiu falando mal. Sim, sim. Ninguém. Tava todo mundo alucinado.
27:49
E é bom pra caralho até hoje. E eu digo mais, é o melhor combate de lightsaber de toda a saga Star Wars.
27:55
Então, a gente tava acostumado com o combate de lightsaber da primeira trilogia, que era velocidade 0.5. E esse era uma velocidade foda.
28:05
Vocês já viram que foi reduzida a velocidade dessa luta aí?
28:09
No push final do Obi-Wan contra o Darth Maul, quando a porta, né, ele viu o Qui-Gon morreu e aí a porta abre e ele vem com tudo. Essa parte eles reduziram porque tava muito rápido. Eu vou dizer, a mesma coisa aconteceu com o Bruce Lee, dizem, né?
28:23
Que o Bruce Lee fez um movimento tão rápido. E o pessoal fala, cara, isso não funciona pra vídeo. Você precisa fazer um pouco mais lento.
28:29
Não tá registrando.
28:30
E tinha que se conter, né?
28:31
O Bruce Lee tinha que se conter, é verdade. Mas, ó, eu vou falar que em episódio 1, em qualquer filme, nenhum filme de Star Wars feito até hoje tem uma boa cena de luta de lightsaber. Qualquer fan movie supera cenas de filme.
28:43
Ryan vs. Darkman. Ryan vs. Darkman não é foda pra caralho, compadre. Compete.
28:48
Você está falando em termos de, vamos dizer assim, de coreografia. Isso. Mas luta de lá em cima não é necessariamente. É dramática também que aí o Império Contra-Ataca ganha de lavada.
29:00
Exato. A luta do Ben Kenobi com o Vader Eu acho maneira por toda a simbologia que ela tem. Mas estou falando de coreografia, né? São dois velhos batendo com a bengala, né?
29:11
Eu acho que o grande lance que a gente só foi descobrir anos e anos, décadas depois, na realidade, é que o Jorge Lucas... com esse filme e depois com os outros dois, as prequels em geral, ele conseguiu fazer uma nova geração de fãs que hoje é super relevante. Tem uma geração inteira que é fã de Star Wars, que as referências dessa galera são esses personagens. É o Obi-Wan jovem, é o Anakin. O Anakin é o personagem que a gente na Iron mais vende de Star Wars.
29:41
É a
29:41
É impressionante porque a Disney com todo o seu poderio e cabeças, eu não sei se pensantes, mas muitas cabeças. Muitas cabeças, com certeza. Não conseguiu nem chegar perto do que o...
29:55
Mas se a gente for entrar nessa seara, aí vai ser meio complicado, cara. Assim, o que a Disney fez, eu vou tentar falar bem rapidamente, cara. Foi uma catástrofe inadmissível, cara. A maior empresa de entretenimento do mundo, fazer uma trilogia sem planejar um storyline. Eu só vou falar isso. Eu não vou entrar muito, inclusive... É, concordo, concordo com você.
30:14
Não é sobre isso, é.
30:15
Não, assim, não é sobre isso, mas assim, isso é inaceitável, cara. Paga a porra de um roteirista, cara. A gente, em grupo de WhatsApp, prepara um storyline melhor do que aquilo.
30:23
Então, assim, isso é um ponto pacífico. O que o Marcelo tava falando sobre a geração, aí eu tenho lugar de fala. Aí é isso aí, o Max é essa geração aí. Aí, finalmente. Agora vai entrar aqui o calor, porque isso é uma das coisas que eu acho que é legal de eu falar que é muito diferente a minha experiência com o episódio 1 do que a experiência que vocês tiveram. Porque o Star Wars pra mim foi, eu comecei vendo a trilogia original no VHS e eu já virei fã de Star Wars aí. E aí quando então anunciaram que ia ter esse filme aí, eu já fiquei maluco, né?
30:56
Porque ia ser a minha primeira vez vendo Star Wars numa sala de cinemas.
31:00
Você não viu as reedições da trilogia clássica? Porque teve, né?
31:03
Teve, mas eu não...
31:05
Não chegou a ver. Não era tão fã assim.
31:10
O Max tinha três anos... Seis anos, cara.
31:13
Calma também, né?
31:14
Ah, não. Ele era criança. Não, tudo bem, tudo bem.
31:17
Ó, em 99... Eu nasci em 91, eu tava prestes a fazer oito anos em 99. Oito anos, tá isso.
31:22
Era a idade de ser conquistado pelo episódio 1. Exatamente. Oito anos eu tava tentando aprender o cinema, cara. Foi mal, né?
31:27
Não dá pra ganhar, né?
31:29
Eu já falei que eu gostava da trilogia clássica, mas não.
31:33
Não dá pra ganhar. Por isso gostou dessa merda de episódio 1. Deixa eu ver os argumentos. Vamos analisar os argumentos.
31:48
Não, não é nem pra falar sobre o filme em si, fazer uma análise do filme, mas pra falar sobre a minha memória, realmente, tipo, de ter visto pela primeira vez um filme de Star Wars numa sala de cinema e sendo esse. Então, pra mim, ele acaba tendo um apelo nostálgico muito grande por conta disso. Foi a primeira vez que eu vi numa tela gigante, né, aquelas letras descendo pela tela e ouvindo a trilha sonora e tudo mais, que era uma coisa que eu meio que já fantasiava a essa altura, tipo, Porque eu ficava vendo nos VHS e ficava, nossa, como deve ser legal ver isso numa sala de cinema. E aí eu pude ver pela primeira vez com o episódio 1. Então, eu tenho muito essa carga nostálgica.
32:18
E eu lembro que eu gostei pro caramba, assim, do filme. Por exemplo, tem o Anakin. O Anakin do filme, ele é basicamente um moleque da idade que eu tinha quando eu tava vendo esse filme também. Ver um moleque no filme que era da minha idade, assim, e sabendo que ele ia virar um cara fodão, e você ficava curioso, assim, e então poder ter esse nível de identificação. Um garoto sendo o prometido de Star Wars, pra mim pegou muito, assim, e pô, Kenobi, né, do Ian McGregor, eu achei do caralho. Enfim, pra mim foi tudo muito legal, menos o Jar Jar Binks. Nem pra mim funcionou o Jar Jar Binks.
32:46
É muito atemporal, porque as minhas filhas, por exemplo, quando assistiram Star Wars a primeira vez, elas tinham oito, uma outra seis e tal, nove, seis e tal. E assim, também a idade do Anakin, os filmes favoritos delas são esses primeiros. Tipo, o episódio 3, Vingança do Sith, quando o Anakin tá virando Darth Vader. É o único momento da saga inteira que elas choraram. Tipo assim, por que o Anakin tá virando, sabe assim? Então, eu acho que ele não tocou a gente, que era mais velho. porque a gente tava esperando outra parada, entendeu? E ele quis contar uma história nova, que talvez naquela época pra gente não fez sentido, ou fez, e depois a gente não achou tão legal.
33:21
E realmente, tem problemas de atuação, de direção e tal. Mas eu acho que o legado, o Tuca não comentou de legado aí no começo do programa, né? O legado desse filme, ele é grandioso. Hoje, vendo, assim, realmente o que ele fez e ainda faz com crianças de agora, assim, é muito impactante mesmo, cara. O Jorge Lucas ali foi gênio e a gente não reconheceu ele na época.
33:41
Eu compartilho um pouco do sentimento do Max, porque assim, eu tenho 47, eu nasci em 79. Então assim, eu também não tinha visto Star Wars no cinema, cara. O Retorno de Jedi é de 83. Mas tu tinha visto só os Special Edition quando saiu, né? O VHS.
33:55
Mas quando saiu esse Special Edition, é 97 no cinema, os três filmes originais. Não, não vi, não vi, não vi. Não era tão fã assim.
34:01
Ai, não era.
34:03
Vamos embora da gaveta, não somos bem-vindos no canal.
34:08
Posso falar uma coisa? Eu também não tinha visto. Eu só vi o episódio 1, foi meu primeiro filme no cinema, Star Wars também.
34:14
O meu também foi, cara, porque eu conheci Star Wars, sei lá, 95, 96, por aí. Eu já adoro esse então, assim.
34:22
Eu sou do tempo que eu passava no cinema, o episódio 4 passava no cinema, eu tinha, sei lá, 6 anos de idade e chamava Guerra nas Estrelas, não era Star Wars.
34:31
Eu via que passava na televisão, mas assim, eu redescobri Star Wars depois no VHS. Adolescente. E aí eu realmente amei a coisa. Caraca, esse filme da minha infância é muito mais foda do que eu lembrava. E aí eu fui ver no cinema e foi foda.
34:45
Eu vi todos os filmes da trilogia original no cinema. Lógico, o primeiro foi anos depois de ter passado, passou de novo. Porque nos anos 80 tinha isso, né? Do filme velho voltar a passar. Porque tá vago o filme.
34:57
O cinema tá vago. E teve essas reexibições também. Ó, o episódio 1 tem coisas boas. A gente não fala da música. A música é excelente, né, cara? É muito boa. Não só a do Ofeitos, mas aquela música dos robôs e tal.
35:07
Muito legal. Tudo.
35:08
O começo do filme é excelente. O começo é muito bacana. Quando você começa a ver o filme, você fala, pô, finalmente estamos vendo os Jedi no seu apogeu, né, cara? É tipo... E aqueles alienígenas que aparecem no começo, você tem a cara do Star Wars, né? Mas o grande problema, cara, eu acho assim, que realmente é o roteiro, cara. O roteiro tem uma barriga enorme, depois que chega lá no Tatoine e tal, ele vai decaindo.
35:30
Caraca, é um negócio de DNA. Como é que é o nome do planeta? Os dois irmãos falam, como é que é?
35:34
Tatoine.
35:35
Não, o planeta é... esqueci o nome do planeta. Tá bom, tá bom. Tatoine. Não é tão fã assim. Alderan. Eu tenho um fã de Star Wars aqui. Não tem fã nenhum. O Jovem Nerd tá só assim, ó. Derrubando cada um. Eu tô de Gatekeeper foda aqui, né, cara? Foi mal.
35:52
Eu confundi. O preto do Vader era Tatooine. O outro que é o Jabu, né, Jacuça lá.
35:57
Não, quando eles chegam em Coruscant e aí tem cena de Senado e tal, pra criança, o Max deve ter, assim, que porra é essa que eu tô vendo? Não, isso aí eu apaguei da memória. Eu voto de não confiança no chanceler Valorum.
36:09
Proponho um voto de desconfiança.
36:12
A liderança do chanceler Valorum.
36:14
Não, e as rotas de comércio e não sei o quê, tipo, meu Deus.
36:18
É, mas falando em rota de comércio, eu só quero dizer que George Lucas, ele conta a história da queda da República de uma forma assustadoramente real que nós estamos vivendo hoje. E eu vejo toda a geração que fala assim, gente, lembra quando vocês achavam um besterol do cacete toda aquela guerra começar por causa de guerra comercial e bloqueio de rotas comerciais? Olha o que está acontecendo! Olha aí. Só não tem Jedi.
36:46
Só tem Sith.
36:49
A primeira regra do Clube da Luta é o auge da sua civilização.
36:55
Já que vocês estão falando que é só amor, deixa eu só falar uma coisa. Um dos piores filmes que eu vi na minha vida é de 99, tá? Que é a porra do 13º Guerreiro. Nossa, é esse. É maneiro. Eu odeio essa boca desse filme. Não, cara, que isso. Que isso, é excelente.
37:12
Antônio Bandeiras. Antônio Bandeiras. Nunca vi esse. Cara, esse filme me frustra até.
37:18
Aquele negócio da cobra de fogo. Não tinha um negócio desse, da cobra de fogo. Isso, isso.
37:22
A gente chamava de Treze Guerreiros, Treze Guerreiros. Não, olha só, como é que é escassez, né? Porque não era um filme bom, mas a gente é tão pouca coisa sobre medieval, sobre viking, sobre RPG, que, porra, a gente virou um filme que a gente gostou, até por referência de jogo, né? Tem uma cena icônica nesse filme, pode falar mal, mas tem uma coisa que é bacana, que é, mostra como é que o Antônio Bandeiras aprende a linguagem dos vikings, né? E aí ele vai passando, no começo... Ele não entende, parece o cara falando uma linguagem estranha, depois ele mostra outra cena, o cara entendendo um pouquinho mais, e finalmente eles falam inglês, na verdade, que é a linguagem dos Vikings, né?
37:58
Enfim, essa cena é bem maneira, assim.
38:00
Ele faz, às vezes, do Iben Fadlan, que é o árabe que registrou como é que era... Sim, é inspirado, né? É, é inspirado, né?
38:08
Esse filme eu aluguei, eu não fui ver no cinema, né? Aí, blockbuster, né? Eu lembro de alugar e, pô, beleza. Achei que o Bandeiras, que era o fodão, ia ser o fodão dos 13 guerreiros ali. E, na verdade, não, cara. Tinha o maluco lá, que era o loirão, que parecia o Arthas do Warcraft lá.
38:22
É o chefe dos vikings lá, né?
38:24
Ele era o fodão e ele morre envenenado pela bruxa, tipo assim, de um jeito, sabe, mundano. Não mundano, porque não é bruxas e envenenos, mas... Lá no final, né, eu acho, né?
38:33
Não é que tô no final, assim.
38:34
É antes da batalha final, né? Antes da invasão que os caras fazem e tal. Então, assim, o que eu quero dizer foi... Pra mim, assistindo, foi uma surpresa ali também. Eu gosto da temática.
38:43
Eu tive uma frustração porque eu vi esse filme. Eu vi o trailer dele. E o trailer dele parecia uma história foda. E aí, quando tu vai ver o filme... Expectativa, expectativa. Expectativa, total. O trailer, a história toda do trailer, se passa em três minutos. Tipo, acabou. Pronto, agora vamos pegar essa parte chata e vamos esticar ela o filme inteiro. Porra, cara, foi uma angústia pra mim. Eu fiquei muito irritado com esse filme. Eu nem lembro do filme. É, eu tenho que ver de novo.
39:06
Filme dirigido pelo John McTiernan, né? Que fez o Duro de Matar. Pois é, que é foda pra caralho, exatamente.
39:11
Que fez o primeiro Predador. E, inclusive, o segundo filme que John McTiernan lançou em 1999. Porque lançou dois. Ele lançou esse e lançou Thomas Crown com o Pierce Brosnan. Nossa Senhora.
39:22
Cara, Thomas Crown é irado e vai ter... Né, não, né, não. Com o Michael Jordan. Né?
39:29
Caraca, não é possível. Eu sou o cara do contra hoje aqui, peço perdão.
39:33
Hater do Joe McTiernan de 1999.
39:35
O Thomas Crowe era o ladrão de casaca. De arte.
39:44
E vai ser o B. Jordan, né? A galera tá falando que é por causa do papel que ele faz no Pantera Negra.
39:50
Ah, porque ele rouba o meu também. Olha aí. Ó, o Gaveta não gosta e tal, mas assim, vale ver. Eu acho legal, Renê Russo também, muito boa no papel ali.
40:01
Renê Russo é muito antes de 90, né?
40:03
Renê Russo. Ela era a mulher do Mel Gibson também no Máquina Multifre. O último assalto ali, o roubo final do quadro, é muito foda.
40:12
Ah, que toca musiquinha, né? Bem maneiro mesmo.
40:14
Toca musiquinha, aí liga os sprinklers do... Puta, cara, é animal.
40:19
A edição é maneira. Claro, não é um baby drive da vida, mas tem toda essa pegada da música compor a edição. Isso realmente é legal. Eu não lembro tanto. Eu devia estar num mau dia, gente.
40:29
Caraca, você tava mal esse... Você passou uns meses ruins aí. Eu vou rever.
40:33
É, eu vou rever. Talvez tenha a ver com término de namoro, alguma coisa assim. Ah...
40:40
A primeira regra do clube da luta é o auge da sua civilização.
40:46
Dave ia puxar um... Não, ia puxar um bom. É um filme massa, na verdade, que é A Espera de Um Milagre.
40:52
Nossa, chorei. Bom, é mais.
40:54
Stephen King. Junto com o sonho de liberdade, aquele que faz a galera, o quê? Stephen King escreveu isso?
41:00
É, pode crer.
41:01
Mas esse é um filme massa em tudo, né, cara? Assim, todas as atuações são fodas. Não só o Tom Hanks, puta, mas todo mundo, todo elenco, né, cara?
41:09
E tem meme até hoje, né? Heffers, tô cansado.
41:14
Que meme é esse, velho? Que eu não tô sabendo. Estou cansado, chefe. Estou cansado, chefe. Ah, sim. Estou cansado, chefe. Aí tem em espanhol.
41:23
E só vale registrar que esse filme, ele tem uma coisa sobrenatural, né? Tem um detalhe sobrenatural. É o que diferencia um pouco do Sonhos de Liberdade, né? Que é um filme que não tem nada de sobrenatural.
41:35
É que ele tinha o poder de cura, né? Que ele sugava, né? Doem essas pessoas.
41:39
Aí ele curou a broxadura do guarda, né? O guarda tava lá, ele foi lá e curou a broxadura do guarda, não foi?
41:45
Curou, curou.
41:47
É, é um filmaço. Esse filme apresentou pro mundo, pra mim, pelo menos, o Sam Rockwell. Sim, ó. Quem era? Carugas Ninja, cara.
41:55
Ele era o preso desgraçado, né, cara? E ele manda muito bem.
41:58
É, o desgraçado. Ele era o vilão. É, o vilão, né? Tipo, é, o criminoso real, né? Ele que tinha cometido o crime que o Mark Clark Duncan tava sendo acusado, né?
42:08
Eu achava legal que esse cara era muito bom. Esse cara é muito bom, cara. Esse cara passa, sei lá.
42:13
Ele é excelente ator e ele apareceu ali, mas a gente nem se ligava a quem ele era, né? A gente só ficava com raiva do personagem do cara e tal, mas...
42:21
Esse filme era tão bom que eu fui assistir com uma namorada da época e você ia no cinema, você não ia pra ver os filmes, né? Você ia pra namorar e tal. Esse filme eu assisti. Ele me cativou, entendeu? Vou ver o filme, entendeu?
42:35
Ele quebra um negócio que a gente esperava, que era o seguinte. Ah, não. Quando o filme é muito grande, é muito chato. Porque esse filme tem três horas. E, cara, pra mim, vai.
42:43
Se você ver... Nem sente.
42:45
Esse filme é gigante. As pessoas falavam isso. Ah, o problema desse filme é que ele é muito grande. Esse filme é muito grande. Caraca. Vai embora, vai ver esse filme.
42:52
Não, o filme vai embora. Quero puxar, porque eu deveria ter puxado antes, quando a gente tava falando de roubo, né? De assalto. É o maravilhoso Armadilha.
43:01
Ah, é bom. Ah, tá bom. Bug do milênio.
43:06
Bug do milênio.
43:09
Quando você fala assim, todo mundo tem uma cena na cabeça desse filme. Porra.
43:14
Esse não é aquele do... Dos lasers?
43:16
É esse? Isso, Jonas Towers, exatamente.
43:18
Porra.
43:19
A mulher entrou no imaginário de todo mundo. Eu confundo isso com a rocha.
43:23
Não sei porquê, cara. É meio que é um filme de assalto com o Sean Connery, é isso? Então é isso. Esse filme tem uma frase que eu nunca esqueci, que eles vão fazer um assalto de 8 bilhões de dólares, né? E aí ela quer metade. Aí ele fala assim, não, nem fudendo metade, tal, não sei o quê. Aí ela fala, o que você vai fazer com 8 bilhões de dólares? Você não pode fazer com 4.
43:43
Oito bilhões de dólares no total.
43:45
Você disse um bilhão.
43:48
Essa era a sua parte.
43:49
O que você pode fazer com sete bilhões que não possa com quatro?
43:53
Nunca esqueci essa frase, achei maravilhoso.
43:56
A primeira regra do Clube da Luta é o auge da sua civilização.
44:02
A Bruxa de Blair.
44:04
Puta que pariu. Puta que pariu.
44:07
Esse filme parou o mundo, assim. Teve aquele lance por quê? Ele foi um found footage. Ele inaugurou found footage? Não, né?
44:14
Não, ele não inaugurou um found footage, mas ele popularizou. Ele é o Pelé do found footage. É, o Pelé do found footage.
44:20
Só pra dizer que a minha experiência vendo esse filme, eu caí como um pato, maluco. Tu caiu no...
44:27
Eu também, eu também.
44:29
Eu fui no filme com um amigo meu, ele falou que, ah, não, mas esse filme foi encontrado, não sei o quê. Porra, caralho, caí e assisti o filme todo. E, pô, quando você vai sendo enganado dessa forma, o filme é uma experiência bem sui generis, né, cara?
44:43
Caraca, é engraçado que eu sabia que era filme, que eu sabia que aquela campanha de marketing era fake, eu achei maneiro, criativo e tal. Primeiro uso da internet assim como, sabe, uma coisa de marketing de guerrilha e etc. Foi, puta, muito sinistro. É um filme super pequeno, né, feito com os amigos e tal, que eles venderam a licença, a distribuição por um milhão de dólares e depois milhões e setenta milhões de dólares. Mas assim, ele é todo na filmagem dos amigos que estão lá fazendo o projeto de ir para a floresta sobre a lenda da bruxa de Blair e tal. E cara, mas eu consegui me colocar tanto no lugar deles, mesmo sabendo, me projetando.
45:19
Cara, quando eles estão naquela madrugada que tem aquele barulho de criança e começam a mexer na barraca deles, foi o filme que mais me aterrorizou na vida até hoje.
45:27
Tem motivo pra você ter ficado tão imerso assim, porque você tava falando se foi o filme que inventou o found footage ou não. Não foi, porque antes já tinha um, que é um filme italiano, que é o Holocausto do Cannibal.
45:38
Ah, esse era found footage.
45:40
Só que aí, esse não tem o mesmo nível de imersão, porque... É uma parada assim, tipo, ah, são documentaristas indo lá longe, numa comunidade que ninguém tem acesso. Agora, a Bruxa de Blair pegou esse conceito e colocou numa parada que qualquer um de nós, não qualquer um de nós, mas que muitos de nós poderiam fazer. Tipo, vários de nós tinham, sei lá, equipamento de home video pra fazer videozinho caseiro. É, não é uma expedição. É onde o moleque ir no bosque. É, e juntar os amigos ir pro bosque e tal. E quantos de nós não crescemos ouvindo essas lendas urbanas também? Então, é um negócio que pegou essa ideia do Falando Puta.
46:09
Contar a história de terror, né, Maxi? no círculo, vai viajar com a galera.
46:14
Mas olha só, o marketing desse filme foi acertado e eu caí também que nem um patinho, que nem um expor, porque é o seguinte, eu tava vendo o marketing deles e eles estavam proibindo os atores de darem entrevista depois, justamente pra parecer que os caras tinham morrido no evento. Foi boa, foi boa. Tinha contrato, o cara não podia aparecer, sabe?
46:30
Eu vou falar que eu invejo gaveta pra cacete, cara, que deve ter sido uma experiência fodida. Eu vi gente na sessão que eu tava acreditar no filme e chorar, sair chorando no final, assim. Caralho, tá chorando. Eu vi, eu vi a pessoa e tipo, não, é mentira, é tudo mentira, eles estão vivos. A pessoa ficava assim.
46:46
No final do filme, o corte dele com a pessoa... Eu lembro até hoje, eu tô olhando pra quina das paredes aqui de casa, eu tô vendo uma pessoa de costas aqui, tipo assim... Nossa, não!
46:56
É muito sinistro, cara. E o fan fact, eu fui ver no Shopping Eldorado esse filme. E eu fui entrevistado pelo MTV quando eu saí da sessão de cinema. Puta, que maravilhoso.
47:07
Só que aí, de sacanagem, tipo assim, eu tinha achado, meu, incrível, aterrorizante e tal. Aí, de sacanagem, o cara me perguntou, ah, o que você achou do filme? Eu falei, ah, não gostei muito não, acho que não vale a pena. Que babaca!
47:18
Que isso! Que babaca!
47:21
Que isso, cara. Por quê? Adolescente babaca, adolescente babaca. Adulto babaca, adolescente babaca.
47:27
Na época eu tinha um fanzine, que era do Underground. Eu tava acreditando muito no filme. Só que aí eu fui pesquisar pra fazer a matéria, e aí eu descobri que era mentira. Aí eu achei uma merda quando eu fui ver. Achei uma merda.
47:40
Depois eu passei a vovó, entendeu? A gente vivia um período mais crente naquela época. Vocês lembram que o Fantástico sempre tinha uma reportagem sobrenatural. A menina que chorava vítima.
47:50
Hidro, não sei o quê. Tinha direto.
47:52
Rá! Lembra do Rá? Rá! É Rá, pô. Eu lembro do Rá, claro. Eu acho que era cheio dessas merdas. Naquela época, a gente era outros tempos, entendeu, cara?
48:03
Quando eu fui escrever a matéria, eu descobri que tem um município nos Estados Unidos chamado Blair, que não foi gravado nesse município, porém, eles tiveram que desativar os telefones da prefeitura de tanta gente ligando pra lá, querendo saber informações. Caraca, que doido.
48:19
Uma das coisas que esse filme me marcou muito é que foi o primeiro filme de terror que eu conheci que tinha essa pegada do tipo, você não vai ver o monstro do filme, sabe? É, isso foi uma das coisas que eu odiei. Nossa, puta, isso é uma das coisas que me impressionou. muito porque eu fiquei, caraca, como é que é possível ficar tão apavorado sem ver o negócio? Eu, molequinho também, né, mas enfim, é porque é isso, é tipo, não tinha ainda uma referência de um alien, o oitavo passageiro que escondia muito o monstro, eu não tinha a referência ainda do tubarão e tal, pra mim a primeira experiência que eu tive com isso de você não ver a ameaça foi com a Bruce de Blair, velho.
48:51
O medo é sempre da antecipação, né, cara, é muito foda.
48:54
De verdade, até hoje eu considero um dos melhores filmes de terror da história.
48:57
É porque você pensar que o terror, ele tá mais na reação da pessoa, né? Do que qualquer outra coisa, não no monstro em si.
49:03
Então, é o que eles fazem. É, no sentimento. Esse filme passa muito essa angústia.
49:07
A menina catarrenta, né? Puta, é. Coriza. Não é catarrenta, é Coriza.
49:13
Coriza. A primeira regra do Clube da Luta é... Veja o jeito de morrer.
49:17
O auge da sua civilização.
49:20
Agora, o Gaveta falou de ser pego como patinho. Teve um filme dos anos 90 que pegou todo mundo que nem patinho. O Sexto Sentido.
49:31
Deixa eu fazer só um disclaimer antes da gente falar. Se você não assistiu até hoje...
49:37
Se você não assistiu até hoje, pula um pouco aí, porque é uma experiência de vida você tomar.
49:47
Vai se fuder.
49:48
Marcelo, Marcelo, já foi.
49:50
Se você não assistiu o Ser Sentido até agora, vai se fuder.
49:52
Esse é o bom de ter visto esses filmes tudo tão criança. É um monte de primeiras experiências. Foi o primeiro filme que me teve uma reviravolta no final. Eu não sabia que filmes podiam fazer isso.
50:00
Ah, plot twist?
50:01
É, eu nunca tinha visto um filme com final com uma reviravolta. Foi o meu primeiro plot twist aí.
50:05
Então eu não sabia que filmes tinham autorização pra fazer isso, sabe? E todo mundo caiu que nem um patinho porque achou que o Shyamalan era foda, né? Não, mas...
50:15
Eu vou concordar com o Tucano. A gente gravou há anos, anos, anos atrás o Nerdcast sobre Shyamalan. Eu meti o pau no Shyamalan. Naquela época eu fui vilipendiado, cara. Eu fui escrotizado aqui nesse programa.
50:31
Eu gosto do Shyamalan. Eu também. Ele vai do céu ao inferno. Uma velocidade inacreditável.
50:39
Ele começou muito bem, né, cara?
50:41
E aí, corpo fechado. Ele começou com muitos filmes bons.
50:45
Não, até a Dama na Água, ele fez os sinais, que é maneiro.
50:49
Ele fez... A Vila é excelente, a Vila.
50:52
Eu também. Dudu, a Vila tem haters pra caralho. É mesmo? E eu acho bom também. Eu acho bom. Eu gosto.
50:58
Agora, Dama na Água.
51:00
É legal.
51:01
Não é o melhor, mas é legal. Pô, cara, o fim dos tempos. Vocês viram o fim dos tempos? Não, não, peraí. É 99. Não, peraí. Chega. 99, 1999. Tá bom.
51:08
Então, só. Tamo junto, cara.
51:11
Mas o Seu Sentido não tem como, cara.
51:14
Eu acho que não conheço uma pessoa que não gosta desse filme. O Seu Sentido é tão bom...
51:18
que o Shyamalan não deve nada a ninguém. Ele podia ter feito só esse filme e tchau. E, tipo assim, o fato dele fez um monte de filme merda depois é triste. A gente fica meio com raiva. Porra, o cara... Mas, cara, volta lá. O cara fez esse filme, cara. O filme é um dos melhores filmes de muita gente, sabe? De suspense e tal, de plot twist.
51:37
E vocês não acham que esse filme é um filme que, talvez, hoje em dia... Não é que ele não funcionasse, mas não daria para esconder. Porque, assim, eu fui no cinema... Eu não fazia ideia do que era esse filme, assim, não tinha informação, não tinha um monte de canais de notícia e tal, a gente ia lá, vinha o que tinha no cinema pra ver ali na hora mesmo, né, e entrava pra ver, então assim, eu não tinha a menor ideia sobre o que que era, então nem sabia que era de espírito, ó, ser sentido, sei lá, intuição, eu não, cara, Bruce Willis, né, eu não imaginava que ia ser nada sobre isso, assim.
52:07
Esse filme, pra mim, quando a gente fala que ele é muito bom, é que é o seguinte, todo mundo fala da virada, né? Ah, o plot twist no final é maravilhoso. Mas até o ponto da virada, já era um filmaço. Já era. Sem a virada, já é um filmaço. Quando deu a virada, ele foi de foda pra lendário. É bem escrito, né, cara?
52:25
Quando o menino fala pra mãe que a avó, a mãe dela, foi no negócio que ela achou que a mãe não tinha ido, e a mãe começa a chorar. É muito sensível o filme também, cara.
52:37
Essa cena, a Toni Collette dá um espetáculo tão gigantesco, porque ele começa a falar do espírito da mãe dela, né? E é tão bem escrita a cena, porque você não sabe o que aconteceu entre ela e a mãe. Você sabe que ela é uma mãe meio, larga o filho, ela tá tentando ainda, é uma mãe solo, né? E tá tentando viver a vida, sustentar o filho e tal, não sei o que, fazer as coisas funcionarem, as coisas não dão muito certo, etc. Cara, quando ele começa a falar, tudo tá no subtexto, você não sabe a história dela com a mãe dela e tal, mas cada parada que ele fala e cada reação dela, você vê o peso dessa culpa, dessa coisa, dessa separação das duas e como que no final de todo esse arco, isso fecha a parte mais importante da relação dele com a mãe e da mãe com ele, né?
53:24
Tipo assim, não tem nada a ver com o Bruce Willis dessa parte, né? tinha a ver com o dom dele de falar com os espíritos, e finalmente ele conseguiu se comunicar com a mãe sobre isso, e de uma forma que fechou essa ferida aberta no coração. Então o filme é um filme de terror, de suspense, com esse plot twist, mas tem essa história super bonita que tá no subtexto do arco da mãe dele, sabe?
53:44
Não sei se é terror, não sei se é barulho de terror, não.
53:46
É terror porque tem negócio de espírito e tal, e eles venderam o filme como filme de terror, né? Tem uns sustos, né? Tem uns sustos. Tem sustos.
53:53
Só tem um problema esse filme, né? Só dá pra ver uma vez.
53:56
Não.
53:58
Ah, não, você tem que ver a segunda. Eu falo justamente o oposto agora, que é o tipo de filme que quando você sabe o final e aí você revê, aí você começa a apreciar as outras coisas. Porque é que nem estavam falando, você não é só o final. E aí você começa a ver, caraca, é mesmo aqui essa cena. Ele tira a mão e tá a marca da mão.
54:14
Mas você vê, o Max é o escolhido mesmo, né? Olha que jeito bonito. Porque eu, quando fui ver a segunda vez, Max, eu fui ver pra ver. Não é possível que esse filho da puta me enganou 100% do tempo. Ele errou.
54:24
Em algum lugar, ele errou.
54:26
Ele errou, vou pegar. Então, assim, tanto é que esse filme, ele tem a segunda maior bilheteria de 99. Ele só perde do episódio 1. Caraca! Que, porra, Star Wars e tal, voltando pro cinema. Eu, nesse sentido, ficou em segundo lugar, cara. Porque a galera, acho que foi ver duas vezes mesmo. Foi, no mínimo duas.
54:41
Eu só queria deixar claro que foi uma piada, tá, gente? Eu aprendi com o meu amigo Alexandre Ottoni que quando um amigo faz a piada, você não vai contra a piada. Qual foi a piada?
54:51
Agora eu não sei. Era uma piada? O que você falou que é a piada? Que só dá pra ver uma vez.
54:55
Ah! É, mas não gostei do timing, viu, Tocan? Achei que não foi aquela piada.
55:01
Não foi bem executar. Timing foi ruim. Tem que aprender comigo, ó. Os mestres...
55:07
Mas olha só, eu quero só falar também da escolha do Bruce Willis, que foi acertada por quê? Porque o Bruce Willis era um grande herói, um grande protagonista, um grande personagem, um astro. Então, embora ele não seja o vilão, não é isso, mas você não espera que ele esteja morto, entendeu, cara? Você não espera isso, assim, no teu subconsciente, você já tá pensando que o Bruce Willis vai ser o cara que vai resolver a parada, vai ser, né?
55:29
Ele é o protagonista.
55:30
Exatamente, e tal. E aí isso também, se fosse um outro ator, talvez, entendeu? Não fosse tão fácil de enganar. Então, isso também ajuda. A escolha do ator também é importante, eu acho.
55:39
Porra, e falando em atuação, não dá pra esquecer de falar do Haley Joel Osment, né, que é o que faz o menininho, que ele tava explodindo, assim, explodiu por conta desse filme, né, e assim, era uma mega promessa, porque o bicho destrói, é um absurdo a atuação desse menino nesse filme.
55:53
Foda demais. Você tava falando que não dá pra repetir a experiência do Seja Sentido, mas só pra tentar passar um pouquinho, o que eu passei, porque eu fui ver esse filme no cinema, sem não saber nada, tomei o choque, eu lembro disso, claramente, cara, eu fui ver essa porcaria aqui na Barra da Tijuca, no Barra Shopping, eu saí e... Era todo mundo se olhando. Eu lembro da sensação da gente falar assim, caralho, será que eu tô morto? Eu não sei. Caralho, será que eu tô morto? Eu lembro que todo mundo falava isso. E você sai meio aéreo. Eu lembro que a gente saía aéreo, a gente foi pra praça de alimentação. E todo mundo meio, caralho, será que eu tô morto?
56:23
Todo mundo, cara. Esse filme deixou a gente pensando por dias.
56:26
E ele criou, lembra daquela propaganda que era o cara saindo da fila do cinema e falando, o mocinho morre no final, a mocinha morre no final, quem matou foi o marido.
56:41
Quem matou foi o marido!
56:46
Quem matou foi o marido! Era, tipo, eu nem lembro do que era essa propaganda. Mas esse filme, ele era perigoso assim, né? Assim, lógico que a gente falou aqui que dá pra ver o filme de novo e tal, mas se você toma esse spoiler antes de ver a primeira vez o filme... Sim, cagou tudo, né? Aí não tem problema.
57:00
Eu e a Agatha demos muita sorte porque a gente tava, depois de, sei lá, quanto tempo a gente foi na Blockbuster e alugou o DVD e a gente tava vendo lá, e aí a gente tava revendo, né, em casa, tereréu, aí a avó da Agatha entrou, viu que a gente tava vendo o filme e falou assim, ah, já vi esse filme, ele está morto. Caralho! Soltou de graçaça, assim, a gente, caraca, que cagada que a gente já viu essa porra de novo, sabe?
57:26
Ah, você já tinha visto, ufa, cara. Isso é motivo de crime.
57:29
Dona Ieda, a senhora poderia ter roubado a gente de uma experiência devida.
57:34
Cara, eu queria começar a audiência aqui, pedir desculpas aí pra uma amiga minha dessa época. Eu já citei ela aqui, que ela lia a Revista 7 na escola. Levava lá, adorava cinema. E a gente fala no telefone, ela falou, não, me conta aí, eu não ligo. Tipo assim, eu falei, não, você vai ligar, porque é muito, tipo, sabe assim? Eu queria falar com ela sobre o filme, mas ela não tinha visto, então eu não ia contar a parada. Só que ela insistiu, não, pode contar, vamos falar do filme, não sei o quê. E aí eu contei, e até hoje, quando a gente se encontra, ela fala dessa porra aí, que realmente,
58:03
Mas ela pediu, não, mas aí foi com consentimento.
58:05
Não, ela pediu, ela pediu. Ela pediu, mas às vezes... Peraí, peraí, que história é essa?
58:09
Você tava conversando, queria falar sobre o filme com alguém, aí você escolheu uma pessoa que não viu o filme conversar sobre o filme?
58:15
Não, mas não, porque a gente conversava sobre outras coisas e tal, né? A vontade de beijar faz a gente fazer cada coisa. Não era, não era. Não era, não era.
58:27
Aí você acabou completamente o assunto, aí você falou, sabe o que mais? Eu vou estragar a experiência de uma vida agora.
58:35
Eu estraguei mesmo, cara. Por isso que eu brequei antes de começar o assunto, porque realmente eu tenho essa... A mágoa é quem tem ela, né? Eu tenho esse peso na consciência.
58:43
Os dois estão errados. Elas não ter visto o filme no cinema e vocês ter feito essa parada.
58:48
O filme estava no cinema ainda, cara. Estava no cinema ainda.
58:51
Então, eu tinha que falar, vai ver no cinema e a gente conversa depois. Não tinha nada mais de 99. Tinha mais de 50 filmes fodas pra falar no ano. Exato. Você tinha que estragar esse? Rua Vale Americano, Americano, Americano
59:15
Eu queria puxar um aqui que foi muito falado na época. Eu só vi uma vez, em 99, no cinema, e eu não entendi o hype dele, que é o talentoso Ripley, cara.
59:24
Não, porra, o filme é bom, as atuações são incríveis, cara. Que isso?
59:27
Eu entendo você. Ele não parece ser isso tudo. Exato.
59:30
Mas a história é foda de um falsário, de um cara que falsifica a identidade, dá golpe em todo mundo, porra. Olha lá, agora tá ilogiando o Matt Damon, porra. É o meu pai, caralho. Eu realmente acho esse filme foda. Impressionante.
59:43
Assim, não tanto pelo Matt Damon, apesar dele mandar bem, mas pelo... Tem o Philip Seymour Hoffman nesse filme. Isso. O Philip Seymour Hoffman.
59:51
Não, a atuação... O Philip Seymour Hoffman, esse filme, pra mim, é inacreditável. Melhor do filme longe.
59:56
Não, ele é muito bom em todos. Ele é excelente. Aproveitando que puxaram o Matt Damon, Dogma é de 99 também. Opa! O filme proibidão da época.
60:06
Uma certa decepção que eu tive, porque a gente já tava nessa onda de anjos, de demônios e tal, e a gente foi ver e é um filme de comédia, né? Mas enfim.
60:15
É, Kevin Smith, gente, é outra parada.
60:18
Pois é, cara, mas... É um filme de comédia, uma crítica social foda.
60:23
Aí chega o Metatron, o anjo da anunciação lá, pegando fogo, aí eles jogam um destintorado de trapalhões em cima dele.
60:31
Alanis Morissette como Deus. Alanis Morissette como Deus. Eu confesso que esse filme, fizeram tanto hype dele, tanto hype. Não, que dogma, é muito foda isso. Porque a igreja tava proibindo, brother. Então, eu fui com a expectativa muito alta, eu não fiquei tão impactado. Esse filme eternizou o Buddy Jesus.
60:48
Buddy Jesus, esse filme.
60:50
Que o Não Salvo usou loucamente. Caralho, o Não Salvo, exatamente, esse filme eu não salvo.
60:54
Então, mas vocês não tinham impressão, porque tinha saído antes o Stigmata.
60:59
Eu não sei, eu relacionei, achei que ia ser na mesma pegada.
61:03
Não, não. Patrícia Arquete. O mensageiro noel importante. O dogma tinha lá o 13º apóstolo, cara. Era muito bom. Caraca, muito bom, cara.
61:14
JC. Era o Chris Rock. Você conhecia o Jesus?
61:16
Era o Chris Rock. Era muita coisa boa. Ele fala que era crítica boa.
61:19
Eu falo até hoje, eu falo que quando eu falo assim, tipo, Jesus, Maria, José e os 12 apóstolos, eu sempre falo 13. É.
61:26
Exato. O que foi limado porque era o preto. O apóstolo preto que foi esquecido pela história, exatamente. Que foi apagado da história, né? E ele fala que Jesus também era preto, né? O J.C. O J.C.
61:36
O brother dele jogava carteado com ele. Branco ele não era.
61:41
Pô, tem a Salma Hayek nesse filme. Ela é a musa, né?
61:44
Tem outro filme dessa época de demônio, anjo e tal, que era o fim dos dias do Schwarzenegger, né? Nossa, nossa, nossa.
61:51
Cara, excelente. Primeira cena, Arnold chorando, chorando. Uma caixinha de música na mão. Excelente. Senta quem gosta do Arnold, cara.
62:02
Nessa época, eu não sei porquê, eu era muito fã do Gabriel Byrne. Aí eu fui ver esse filminha porque, porra, é o Arnold Schwarzenegger e o diabo é o Gabriel Byrne. Eu era fã por causa do Excalibur, como todos nós.
62:13
Do Excalibur? É, do Excalibur. Gabriel Byrne é o Uthred, cara. Úter, quer dizer, né?
62:17
É verdade. Ele era o padre do Estigmata e aí nos dias ele era o capiroto, não era isso? É, isso. Pode crer.
62:24
Primeiro vocês falaram que era comédia, agora vocês falaram que é um terror. E se eu for no meio do caminho? Porque em 99 saiu a múmia.
62:32
Caraca, esse filme eu me diverti tanto, meu Deus do céu, ele marcou muito.
62:37
É um filme hollywoodiano, bem superficial, mas ele marcou muito, cara. Tanto que o Branford já tá malhando agora, que vai fazer de novo a Mumie aí. A Mumie é quatro.
62:47
E aquele cara ficou a vida inteira conhecido como Imhotep, né, cara? Imhotep, exatamente.
62:52
O nome dele é Imhotep, inclusive, não me engano.
62:54
Imhotep dos santos, assim.
63:00
Nessa época, tipo assim, eu lembro que a Múmia marcou muito por causa dos efeitos especiais do 3D, daquela tempestade de areia com a cara dele. Isso era muito impressionante na época. Eu lembro, a galera ficava muito, muito impressionada com efeitos visuais da Múmia, que era uma parada top de linha na época. Tinha tido assim, pá, etc e tal, mas...
63:20
Uma das cenas que me traumatizou muito desse filme era quando tem o escaravelho que entra debaixo da pele do cara. Nossa, exato. Você só vê o montezinho andando debaixo da pele. É um efeito digital tão simples, mas que funciona tão bem.
63:32
Esse escaravelho é o equivalente da nossa época. Eu não vou voltar lá, não. Vou só fazer uma referência. A ira de Khan, quando o cara bota aquele vermezinho no ouvido do cara, sabe? É parecida coisa. Que angústia.
63:46
Tu falou da ira de Khan Em 99 também teve Heróis Fora de Órbita, Galaxy Quest Ah, Galaxy Quest Brother Que eu achei que não ia ser nada Mas esse filme virou um filme cult, que é uma zoeira De Star Trek, tem o Alan Rick Ah, muito bom esse filme Sam Rockwell também Sam Rockwell, é cara E é uma loucura, é maneiríssimo É um filme que deu muito certo É irado, é muito engraçado, cara Exato. Eu achava que não ia ser nada e esse filme marcou pra caramba uma geração.
64:18
É que a história é uma galera que faz uma série de Star Trek, só que eles vão pro espaço e se metem em outras confusões. É literalmente isso.
64:25
Mas o tema legal desse filme também são coisas assim, a coisa que fazem com o Star Trek, né? Tipo, começa eles no mundo real, né? Então, sendo uma convenção e tal. E aí tem aqueles tropos dos fãs. O fã sabe muito mais da série do que eles mesmos, sabe? Então essas coisas são... bacanas, engraçadas. Até mesmo os alienígenas, que eram fãs dele, quando eles vão lá pro... Eles falam, mas você que fez tal coisa. Nem lembrava dela. Exato. Essas coisas da parte de comédia são bacanas, né? Vale muito a pena ver.
64:54
Eu queria puxar um assunto delicado aqui. Opa! Vivendo no Limite, com o Nicolas Cage. Puta, da ambulância? Eu lembro que achei esse filme chato. Então, ele foi vendido como taxi driver dos anos 90, né? Sim. É, eu achei chato e eu vi até a metade. E é Scorsese com o Nicolas Cage. O Nicolas Cage que tinha ganhado o Oscar, né?
65:16
E roteirizado pelo Paul Schrader, que foi o roteirista de Taxi Driver.
65:19
Pois é, e aí ficou muito abaixo das expectativas, né?
65:23
É um filme que meio que ficou no tempo, não marcou, né? E o que é estranho é isso, que são dois grandes achos, né? Tanto o diretor quanto o ator, né? Na época o Nicolas Cage era um grande acho. E é assim daqueles filmes que, cara, tu nem lembra que é do Scorsese, né? Parece que é um filme...
65:37
Pois é. Mas eu não achei também tão ruim, não. Eu acho que é difícil ser ruim sendo do Scorsese, mas comparado realmente com as outras coisas que ele fez, esse aí tá sempre esquecido.
65:46
A primeira regra do Clube da Luta é o auge da sua civilização.
65:52
99 teve a volta do Stanley Kubrick.
65:55
Para mim, um dos grandes diretores que eu mais gosto, no seu último, ou quase último filme, né? Quase último, porque dizem que ele começou a preparar o Aí, né? Depois o Spielberg terminou. Então tem meio que isso. Agora, assim, oficialmente é o último filme do Kubrick. E é um filme muito... Deu muito que falar, porque tinha o... Até hoje, né? Ainda dá, né? O Tom Cruise e a... Como é que eu não lembro? Qualiquidma. Qualiquidma. E é um filme muito onírico, né, cara?
66:23
Então, voltou à tona esse filme ultimamente, que falam que foi inspirado já naquela época no esquema do Epstein.
66:32
Sim, sim, sim. E, cara, tem caras que estudam Kubrick e tal, que dizem que o filme realmente foi mexido, tipo, depois que ele morreu, sabe? Que não é o estilo de algumas cenas, não era o que ele faria, por exemplo, e tal.
66:46
Tem a teoria da conspiração que ele foi morto por causa desse filme. Sim. Tem as teorias de que ele não acabou o filme, que mexeram no filme depois que ele tinha morrido, né? Porque ele morreu antes do filme estrear.
66:57
Que ele discutiu, né, Dave? Que ele discutiu com os produtores. Tem um podcast que é o Tarantino e esse cara, que eu não sei o nome dele, que é um cara que estuda aí o Kubrick e tal. E eles comentam sobre esses assuntos aí que o Dave tá falando.
67:09
Mas tem aí, tem uma galera que disseca uma cena que seria mais emblemática nesse sentido, que seria mais ligada na parte dos Epstein Files, esses círculos de pedofilia e paradas bizarras aí, que é a cena final justamente, que ninguém se ligou e deixaram ela, né? Ninguém se ligou quem tentou manipular o filme, eu digo. Que é o casal lá, o Tom Cruise e a Nicole Kidman. Estão chegando numa loja de infantil, tipo uma Falsho Arts da vida e tal. E eles estão com a filha. E essa é uma cena do filme mesmo, né? Então eles estão com a filha. E em dado momento, eles se afastam.
67:40
A filha vai embora. E ela é levada assim, pega na mão e é levada por dois velhos. Dois homens velhos. E o casal fica na loja. O que o pessoal atribui ao significado é que eles estão entregando a filha por esse culto.
67:54
Exato.
67:55
Se você digitar no Google, pelo menos aqui no meu algoritmo, Stanley Kubrick, vai aparecer Stanley Kubrick filmes, Stanley Kubrick de olhos bem fechados, e depois de olhos bem fechados, Epstein.
68:06
Se você começa a pesquisar, isso é buraco do coelho, rabbit hole ali, né? Você vai caindo um monte disso. Buraco do quê, meu amigo? Do coelho.
68:15
Do coelho. Você não terminou a palavra aí? Caraca, Max. Menino, você tá mudado, menino. O que é isso?
68:23
Esse filme tá mexendo com a minha cabeça, desculpa.
68:26
Pô, mas esse filme eu fiquei perturbado. Eu lembro que a minha namorada na época, provavelmente a que eu terminei que eu fiquei puto depois, mas eu lembro que ela odiou esse filme. Ah, que porra que esse filme fica repetindo aquela... Aquele pianinho o tempo inteiro. Mas eu lembro que foi uma das primeiras vezes que eu fui do Contra em relação a ela, assim, e eu gostei. Eu falei, cara, eu sei que ele me deixou desconfortável, mas eu gostei, né?
68:46
É, mas eu gostei. Eu falei, o cara me manipulou, cara. O cara me deixou te confortável. Isso foi legal.
68:51
É que tem filmes, a gente entende isso depois, né? Que tem filmes que a intenção é te deixar desconfortável. Então tu sai do cinema não gostando. É. E depois você entende que a intenção era essa, né? Sim, sim. Aham, aham.
69:04
O cinema não é só entretenimento, né?
69:07
Tipo assim, é entretenimento, mas ele não tá só pra te deixar feliz, né? Ou empolgado.
69:13
E tem uma, assim, fala-se muito desse negócio do culto, mas o filme todo em volta disso tem uma cena lá, não sei se vocês lembram, que ele vai tentar ter uma coisa com uma prostituta, aí não dá certo. Aí quando ele volta no dia seguinte, a mulher fala, não, ela tava com AIDS, não sei o quê. Aí tu fica, caraca, sabe? Tipo, então, todo filme, ele é em volta dessa coisa do sexo, o quão perigoso é o sexo, a relação do sexo com morte e tal. É um filme bem, bem tenso mesmo, cara. Bem interessante pra ser estudado.
69:38
É, a trilha sonora é sinistra, né? Tem essa música do piano, que é extremamente angustiante, mas tem também um outro, que é uma música meio ritualística, que também é sinistra, né?
69:47
Nossa, a música é, essa música ritualística é sinistra. Você tá na minha mente, eu tô ouvindo ela agora em loop, e não vai parar até amanhã. Hahahaha
69:55
Não, é um filmaço, assim, que pega esse contexto do suspense e começa a levar pra uma parada tão, assim, de, tipo, você não saber mais o que é verdade ou não, a paranoia, que como o Kubrick pega esse clima de paranoia, sei lá, meio, sei lá, filme anos 70 e traz de volta.
70:09
Não, é meio bebê de Rosemary, bebê de Rosemary, tem muita coisa. É, é bem isso mesmo. Agora, só para um fun fact aí, que Teoria da Conspiração é com o Kubrick mesmo, né? Porque tem aquela história de que ele filmou, dizem, né? Que ele filmou... O Tucano vai gostar.
70:23
O Homem na Lua.
70:24
O Homem na Lua, né?
70:25
Ah, começou. Ah, pode crer.
70:27
Porque ele pediu uma lente emprestada pela NASA. Ele criou uma câmera, né? Para filmar com luz natural. Para filmar o Barry Lyndon. Ah, sim, sim. Aí fizeram essa ligação de que ele que filmou a Minha Lua, aí fez o 2001 e tal, então, enfim.
70:42
É legal que a NASA gasta 4% do PIB dos Estados Unidos por vários anos, moto, um monte de foguete no espaço, mas na hora do pouso na Lua a gente vai botar no chroma key.
70:54
Isso aí é desvio de dinheiro, todo mundo sabe.
70:59
Tu cano não dá mais. Ah, por favor. Nem pela nostalgia desse tocando conspiratório eu gosto de ouvir. Eu me sinto tão incomodado quanto o Tom Cruise naquela porra daquele ritual de hoje bem fechado.
71:10
A primeira regra do Clube da Luta é o auge da sua civilização.
71:18
Eu queria ouvir a reação de vocês a isso aqui, ó. Cavaleiro Sem Cabeça com Christopher Walken.
71:23
Eu adoro esse filme. Gostei. Gostei. É de 99? Caraca. Agora eu tô feliz. Eu gosto, eu gosto.
71:31
Você não gosta? É bom. O filme é ótimo. Eu não gosto. Não, é que eu achei que ia detonar. Eu falei com medo. Eu tava apreensivo.
71:37
Não, divertido. Icabot Crane, sabe? O negócio desse filme é a vibe, é o clima de, sabe? Tim Burton, cara. Tim Burton, exato.
71:47
Não fala só Tim Burton, mas Tim Burton fazendo, assim, terror, terror mesmo. O Johnny Depp, né? Puta parceria. Depois de pegar a estética do terror pra fazer uns filmes mais família, ele, não, agora eu vou fazer uma parada que é pesada, assim, pra... Pesado não acho. Eu lembro que eu fiquei traumatizado com uma cena desse filme, que é quando tem um cara lá na igreja, um negócio quebra a janela e taca o cara assim por trás. Puta merda, essa cena me traumatizou muito.
72:10
É bem mais do que um, sei lá, Eduardo Montesoura, ou até, sei lá, o Fantasma se diverte.
72:15
Não, pô, esses são engraçadinhos e tal, comédia. Esse filme, pô, quando o Christopher Walken abre a boca, mostra a cara com aqueles dentes cerrados dele, todos pontiagudos. Nossa senhora. É muito aterrorizante. Aquela árvore, né? Que ele mergulha naquela árvore do inferno. inferno, então é um filme que, pô, cara, é muito maneiro, um filme, ele é mais jovem e adulto, ele não é um terror pesadíssimo, etc, né, pra molecada e tal também, adolescente e tal, é cara do Tim Burton, eu acho esse filme muito maneiro, cara, super autoral, a música é maravilhosa, esse filme, eu lembro que eu ficava empolgado que esse filme tinha o Imperador Palpatine e o Alfred, dos filmes do Batman.
72:52
Caraca, eu nunca fiz essa conexão. E tinha a Christina Hitch, né?
72:56
Vandinha. A Vandinhas, Exatamente.
72:59
Tu fala Vandinha, geração nova já não pega. Não pega? Não, porque agora é outra Vandinha, já tem, já tem o livro de Vandinha.
73:05
Ah, não, é ela, Vandinha dos filmes da família, exatamente, os filmes antigos dos anos 90. Mas, cara, um filmaço, um filme muito maneiro.
73:12
O lance que me conquistou muito nesse filme, cara, foi porque eu jogava Ravenloft na época, né? E o filme, se você for ver, veja esse filme, quem joga Ravenloft no D&D, que é exatamente Ravenloft, inclusive é a questão das brumas, sabe, cara? Aquele negócio do nevoeiro que fala e tal, e tem o o Lorde do Domínio, o cara é exatamente Raveloft.
73:32
A Zagal jogou muito Raveloft.
73:34
Do nada isso.
73:35
Do nada.
73:36
Ele jogava, que porra é essa?
73:38
Querendo pegar piada nas castes do Velho Testamento pra trazer pra cá.
73:42
A primeira regra do Clube da Luta é o auge da sua civilização.
73:51
Um lugar chamado Notting Hill, vocês viram?
73:53
Cara, melhor comédia romântica, uma das melhores.
73:56
Não, Hill Grant, não. Não dá pra... O Hill Grant não dá, não, cara. Uma das melhores.
74:01
Toda coisa, 99, a gente ia falar de Notting Hill? Eu descobri uma parada. Vocês lembram que tinha um cara, que era o Ali Sim, sim.
74:10
Era mais romance do que comédia romântica, né? É, pô. Só que tinha um cara que ficava de cueca. O Otto Hightower. É o Otto Hightower, é isso aí.
74:19
O cara faz o maior papel de série agora no Caio Dragão. Fazia, né? Perdeu a cabeça. Tá igual um encabode aí o...
74:24
Toma ali, spoiler. Pra quem não viu, é isso. Porra, caralho. Ó, tem um filmaço de 99, muito melhor do que Notting Hill. American Pie.
74:33
Nossa, o primeiro foi em 99? Foi. O primeiro foi em 99. O primeiro é de 99, é.
74:39
Marcou demais. 99, 99. A mãe do Stifler, cara. Tá brincando. Tava vendo White Lotus.
74:46
Caraca, Tucano, que coisa impressionante. Você tá vendo o White Lotus?
74:49
O Tucano tá vendo o Ted Lasso, Alexandre. Primeira e segunda temporada tá lá a mãe do Stifler.
74:56
Vocês sabiam que a mãe do Stifler, na época que ela era a mãe do Stifler, lá no American Pie, ela era mais jovem do que nós hoje. Pô, mas isso é fácil.
75:04
Não, não, mais jovem que o Max, talvez não.
75:08
Não, mas o Max é o caçula, né?
75:09
Agora eu fiquei curioso pra saber qual era a idade dela.
75:13
Acho que ela tinha 42 na época. Nossa, caraca.
75:17
Ela tinha 37 anos de idade. Não, que mentira. Nossa, era mais nova ainda.
75:22
Caraca, mas não bateu lá. Caralho. Uma das minhas comédias favoritas é, também de 99, que é Os Picaretas, que juntou o Steve Martin com o Ed Murphy. Vocês lembram desse filme? Não lembro, cara.
75:34
Cara, eu sei de existência desse filme, mas eu não lembro, de verdade.
75:38
Ah, lembro! Shelby Rain! Shelby Rain! Que eles vão fazer um filme de uma invasão alienígena, que os alienígenas vinham na chuva gorda. A chuva era um pouco mais gorda que uma chuva normal, porque ela tinha, sei lá, alienígenas. E aí, a história deles querendo fazer esse filme bosta, o filme B. E aí, sei lá porquê, que ele tem que fazer com o Eddie Murphy, fazer um bobo alegre.
75:57
O que acontece é o seguinte, eles não contam para o Eddie Murphy que eles estão fazendo um filme. Isso, eles não contam. Então, tudo que acontece... O Ed Murphy fica bolado. Tipo, a mulher vem matar ele. O que essa mulher tá vindo me matar? E ele começa a fugir da mulher.
76:08
Mas por que ele não podia saber? Porque eles queriam criar uma linguagem autêntica do ator que não sabe que tá fazendo um filme?
76:14
O cara não queria gravar. Porque eu acho que era um lance desse. Não lembro. Eu ia ter o ator, que era tipo o Ed Murphy. Não podia. E eles acharam esse cara que era da lanchonete que era igual ao ator. Então vamos filmar com esse cara. As pessoas vão achar que a gente tá filmando com o Ed Murphy mesmo. Só que o cara não queria atuar, então eles botaram o cara sem ele querer no filme. Eles inventavam o filme. Cara, esse filme foi muito engraçado, cara.
76:34
Caraca, eu fui ver quem dirigiu esse filme, foi o Frank Oz. Frank Oz, o Yoda.
76:39
Fez a voz do Yoda, pô. Agora, falando de comédia, Office Space, Como Enlouquecer Seu Chefe. Ah, esse é um filmaço, cara. Esse é filmaço.
76:50
É engraçado porque, apesar dele ter umas coisas que parecem um pouco datadas de vida de trabalho, ele tem tanta coisa que é tão atual ainda nesse filme, cara. Cara, muito.
76:57
O The Office é totalmente... Eu não sei se o Ricky Gervais bebeu nessa fonte depois para fazer o The Office, a versão, obviamente, britânica, porque foi adaptada para os Estados Unidos. Mas assim, ele era o The Office antes de existir o The Office, sabe? E ele era uma comédia meio difícil de... Quem ele é? Do Mike Judge. Mike Judge, ele é o criador do Beavs and Butter. Ele é o diretor do Idiocracy também. Então ele tem toda... Ele sempre faz esses filmes meio, tipo, fora da caixa. Totalmente fora da curva. O Office Space é essa história de alguns caras que trabalham no escritório de bosta. Meio The Office e tal.
77:27
Meio Dunder Mifflin. E eles odeiam trabalhar lá. E tem a mulher que fica atendendo no telefone. Just a moment. Corporate accounts payable.
77:33
Nina speaking.
77:37
Just a moment. Corporate Accounts Payable, Nina speaking.
77:41
Just a moment.
77:42
E o cara quer se matar. Então o filme tem esse marasmo de eles estarem morrendo lentamente nessas baias de um escritório, né? Sem nada pra viver, né? E outras relações de trabalho. Tipo, a Jennifer Aronson faz uma garçonete que ela tem que usar os pins lá na roupa, no uniforme dela. E ela usa só um ou outro e o cara fala assim, mas você não vai usar os pins? Ela fala assim, mas não é. Não é obrigatório. Você falou que não é. É, não é obrigatório, mas você sabe, né? Quem usa mais pins, a gente sabe que tá mais comprometido com a gente.
78:10
Acho que o lance aí é o cara se achar o máximo. Eu tenho umas pinhas, eu sou tipo um diamante, eu sou um ouro, sabe? E os caras sacaram a piada.
78:17
Exato. E é uma maneira que junto um monte de gente que está super insatisfeita com o trabalho, eles decidem roubar a empresa. Tipo com aquela parada de roubar um centavo de cada conta que eles tinham e botar numa outra conta. Eles fazerem uma conta milionária de jantar. enviaram esse dinheiro, etc. Então o filme vira, depois dessa comédia do dia a dia monótono, vira tipo um heist, eles querendo fazer esse assalto à própria empresa. Tem a cena maravilhosa que até hoje é lembrada do assassinato da impressora, que foi muito emblemático, eles levam a impressora no porta-malas, eles abram o porta-malas.
78:50
Cara, essa cena é maravilhosa da impressora. Puta que pariu, cara.
78:54
É maravilhosa, eles assassinando como se estivessem matando o Joe Pest no cassino, sabe?
79:00
É muito bom.
79:02
E o foda que tem um cara que eu gosto muito dele como ator, Stephen Root. Ah, ele tá fazendo Windows Bay, inclusive. Ele faz Windows Bay, sim, exatamente. Ele é o maluco lá que fala que vai foder tudo, tem que tocar o sino. Ele faz o cara que é o super nerdão quase invisível do escritório, que só fica, alguém roubou meu grampeador. E o cara vai sendo rebaixado dentro de... Ninguém demite o cara porque não pode, sabe? Ele vai sendo rebaixado, rebaixado, rebaixado. E no final ele tá trabalhando no amor xarifado, no subsolo e tal.
79:33
E ele é o cara que taca fogo na porra toda da empresa. E acaba com todas as evidências. que os caras roubaram a empresa no final. É um filme redondinho, maravilhoso, fora da curva, uma comédia que você não espera. É uma coisa meio vigente de 40 anos, sabe? Aquela comédia inesperada que tem um monte de assuntos que você nunca parou pra pensar antes. Hoje, óbvio, depois de The Office, vai ter muita coisa que você vai... Ah, já vi isso tudo no The Office, etc. Mas isso, sabe, precede o The Office. É um filme que marcou muito a época e até hoje ele tem lá os seus filhos.
80:02
Quando eu conheci a Bárbara, ela tinha uma comunidade no Orkut chamada Eu Quero Botar Fogo no Prédio.
80:09
Que era por causa desse filme. Caraca, muito bom. Amor de primeira pra você, né?
80:13
Primeira vista, assim, né? Meu Deus. Ah, é. A Tucana apaixonou na hora.
80:17
O Tucana achou que era Clube da Luta, né? Mas era outro filme.
80:21
Esse filme tinha também o Michael Bolton. Lembra desse personagem? Sim. Que era o Nerdola.
80:25
Porque ele tinha que explicar que ele não era o cantor o tempo inteiro. Exatamente. Muito bom.
80:32
A primeira regra do Clube da Luta é...
80:35
O auge da sua civilização.
80:39
Ó, dentro das comédias tem um clássico também que é Máfia no Divã, né?
80:42
Nossa, de 99. Muito bom. Pode pular esse, inclusive, né? Não.
80:46
O Máfia no Divã foi antes do Sopranos?
80:49
Foi meio junto, né, Dudu? Foi meio ali na mesma época.
80:52
A impressão que eu tenho é que tem uma inspiração no Sopranos esse Máfia no Divã.
80:56
A gente falou isso, acho que no Nerdcast de Sopranos, que por ter sido tão junto, não deve ter tido conexão.
81:03
Mas essa foi a primeira comédia com o De Niro? Ah, eu não sei. Não, ele fez o rei da comédia, literalmente. Não, mas aí não é comédia.
81:09
É, caralho.
81:13
Mas assim, é, porque isso é tudo antes do filme dos Fockers, essas porras.
81:18
O De Niro, ele tinha aquela, ele era aquele badass. I fuck you down, China Town, não sei o que lá. né? E de repente ele fez esse filme. Esse filme foi uma quebra de expectativa, né? Sim, claro.
81:30
É o Tira do Jardim da Infância do Schwarzenegger. Aquela cena dele chorando. Isso.
81:34
É, é, muito bom, né? E pegou todo mundo que, cara, eu vi uma comédia... Cara, é isso. É o Tira do Jardim da Infância que foi pro Schwarzenegger. A primeira comédia do Schwarzenegger que todo mundo foi ver pela curiosidade maluca de ver o cara fazer comédia. Foi isso do De Niro. E foi ótimo, né? Funcionou pra caralho, né, cara?
81:50
Quando eu fui ver eu não achava que ia ser tão bom. Esse é aquele filme assim, ah, deve ser mais ou menos. Acabou o filme Como é que foi divertido esse filme?
81:56
Eu me diverti pra caramba quando eu vi esse filme. O mere coincidência a gente pode chamar de comédia, não?
82:01
O De Niro é foda, marcou pra caralho ele engraçado, né? Tipo assim, you, you have a gift, you, you have a gift. Mas quem carrega esse filme nas costas pela comédia é o Billy Crystal, que ele é um super saiadinho de comédia, entendeu? Sim, sem dúvida. Esse filme é o Billy Crystal e o De Niro é a escada para a coisa acontecer. A magia é feita no Billy Crystal, né, cara? Eu estou vendo aqui, antes de Máfia no Divã, ele fez Ronin, Grandes Esperanças, Jack Brown, Fogo Contra Fogo.
82:29
Era só filme sério, sabe?
82:31
Então, não tinha comédia. Foi a primeira comédia dele, é. Tem o que o Tucano falou.
82:35
Então, é por isso que eu perguntei se o Mera Coincidência pode ser considerado uma comédia? O papel dele não é, assim, mega engraçado, mas o filme é uma comédia, né?
82:43
É, é. Mas é que eu acho que é isso que você falou. O papel dele no Máfia do Divã, ele é mais a parada cômica do filme, né? É uma comediazinha leve, né? De Hollywood.
82:53
É, o mero coincidência tá mais pra, sei lá, é uma sátira, então meio que tá ali dialogando com comédia, mas não é uma comédia no mesmo estilo do Máfia no Divã.
83:02
É meio sátira, exatamente, é diferente. Um dos filmes que eu mais vi na vida, eu até fiz um top sobre isso daí, eu não sei se ninguém vai se juntar comigo nesse, tá? Mas pra mim ficou marcado finalmente o filme do South Park. Ah, eu vi no cinema Esse eu ri de chorar Eu ri de chorar É isso que tem a música do Canadá, não é? Isso, é
83:33
Tem as músicas, aí tem a música da mãe do Cartman também. Nossa, muito demais. Não, incrível.
83:40
É esse que tem o Saddam Hussein, não? Sim, é esse que tem o Saddam Hussein. O Diabo. Com a piroquia de... Pegando, comendo o Diabo. Caralho. É porque, assim, até então, você tem uma série, especialmente uma série animada, vai fazer um filme. O filme é sempre meio secundário. É sempre meio... É uma história, parece que os caras pegaram um episódio e esticaram pra fazer um episódio. É, sim, é parada. É... Essa foi a primeira vez que eu me lembro de ter visto uma série animada e vai ver um filme. E não parecia só um episódio, parecia um... Não, cara, os caras guardaram várias das melhores piadas deles no filme.
84:10
E aí saiu tudo no filme.
84:22
Pra continuar nas animações aqui, eu vou falar três filmes, mas eu quero focar em um. Os três são o Toy Story 2, que foi a terceira maior bilheteria desse ano de 99. Que foi a primeira continuação, né, da Pixar ali. Era o segundo filme da Pixar, na real. Bom demais. Aí tem o Tarzan, também, da Disney.
84:39
E a sonora de Phil Collins. Maravilhoso.
84:41
O filme é excelente. E o Gigante de Ferro, cara.
84:46
Ah, eu não sei qual é o hype desse filme. Não consigo entender. Caralho! Crianças choraram, Azaghal. Vocês já não eram mais crianças.
84:52
Tem criança chorando até hoje. Tem piada disso no Ted Lasso, que ele bota o Iron Giant e ele fala, calma que daqui a pouco vai ter uma sala cheia de adultos chorando. Aí mostra o pessoal vendo no final todo mundo chorando.
85:03
É que pra muita gente, esse foi o primeiro filme super emocionante, assim, que tipo, ele morre no final, né? E aí todo mundo fica destruído. E aí acho que você, quando é criança, você chora. Eu não chorei, foi a primeira vez que eu vi adulto já. Eu achei bonito o filme, etc e tal. Mas eu entendo. Marco, você chorou? Sim, com certeza. Aí ó, tava errado. Eu chorei nos três, Alexandre.
85:24
Chorei nos três. No Tarzan, no Toy Story e no Direto do Céu.
85:30
Tarzan, bro? Chora que pá do Tarzan. Foi um filme que deixou um legado importante, que foi o filme que lançou a carreira do Brad Bird, que é o diretor desse filme. Depois ele fez Os Incríveis, fez Ratatouille, fez o Terceiro Missão Impossível também, que não é o melhor filme dele, mas enfim.
85:44
É bom, é bom, é bom.
85:45
É, agora o Tarzan foi um negócio que, esse das três animações aí que o Marcelo citou, o Tarzan foi a animação que me pegou nesse ano, assim, foi um negócio de louco. O que eu lembro que mais me pegou era o senso de dinamismo que o filme tinha, na direção que fazia da ação, então é um filme que já experimenta mais com computação gráfica pra fazer as cenas dele surfando nos troncos. E aí você junta isso com a trilha sonora do Phil Collins, que o próprio Osagal já falou aqui, que é um negócio absurdo. Tem meme até hoje que é maravilhoso. Tipo, esses memes são muito bons. Tipo, a Disney falou assim, ó, Phil Collins, seguinte, é um filme sobre um cara criado por uns gorilas, não precisa fazer nada de mais.
86:15
Não, aí o bicho vai e faz essa paulada de trilha sonora.
86:27
E a versão em português é de quem? Do nosso amigo?
86:30
É de morta!
86:42
Carzanho do Moscóvis, não é isso?
86:44
Isso mesmo, ele mesmo.
86:46
Parabéns pela memória.
86:47
Ele tinha feito o Nando em Por Amor na Globo, ele tinha o cabelão cumprido. Parabéns pela memória. Essa mesmo, Tucano, é isso aí. Com aquela música lá da Palpite, não é? Palpite.
87:01
Andando de helicóptero. Ele era piloto de helicóptero.
87:04
Mas Toy Story 2 eu achei incrível porque ele conseguiu ser uma continuação de um filme que já foi incrível, revolucionário, cacete e tal. E ele conseguiu não ser só mais do mesmo, ele conseguiu expandir essa história e contar outros temas, da coisa do Woody ser peça de colecionador e o cara querer juntar a coleção toda para mandar para o Japão. Então os temas todos ficaram incríveis. Ainda falando de brinquedo, ainda explorando todo o universo deles, foi muito criativo como... Não foi só um caçanico de, ah, fez sucesso, faz mais um filme aí.
87:37
Não, cara, é um filmaço. Não, e trouxe personagens que ficaram, né? A Jessie, né? Ela não tá num, né? Ela aparece nesse aí.
87:44
E ficou pra sempre, tão importante quanto todos, né?
87:47
Exato, exatamente.
87:49
Esse negócio de expandir o universo, literalmente, né? Porque antes era a casa, o terreno deles, e depois eles vão, agora eles vão pra outros lugares, né? Vão pra aquela loja de brinquedo, depois vão pra casa do cara, depois vão pro aeroporto, Porra, a gente viu por dentro do negócio das malas, brother. Pela primeira vez na vida. Mas expandiu o lore também no sentido de mostrar o Woody, porque a gente achava que o Woody era um boneco que tava ali, né? E depois você vê que o Woody, aí tem essas teorias que a gente já falou em outros programas, de que o Woody era um boneco do pai do Andy, né, cara?
88:19
Que é um boneco bem mais... E faz sentido. Por que você levar de colecionador, tipo, um cowboy dos anos 50 e tal, então realmente expandiu e continuou, foi o que você falou, cara, não foi só uma cópia do que é o primeiro, né, fez totalmente diferente, expandiu o universo e continuou sendo emocionante pra caramba, como toda história é, todos são.
88:36
A motivação do vilão, que é o Prospector, que é o brinquedo que nunca foi tirado da caixa e ele nunca foi brincado, então ele não tem nenhuma empatia com essa parada de brincar, porque ele não viveu essa experiência, então pra ele, ele que foi sempre esquecido dentro da caixa, ele quer puxar os outros pra pelo menos ter algum destaque, a vida que ele imagina na condição de um brinquedo de caixa, é pelo menos ser admirado à distância e não ficar esquecido num armário. Que história incrível, cara!
89:07
Por isso que eu abro todos os meus. Até hoje, eu não deixo nenhum gostado.
89:11
Os Toy Stories sempre trabalham com isso. Eu acho muito legal usar essas motivações humanas. No terceiro também tem aquele ursinho, né? Que foi jogado fora. Então ele também tem essa frustração, assim como esse moleque do segundo tem, né? Então, porra, olha como é que os caras trabalham emoções humanas, cara.
89:24
É muito maneiro, cara. Primoroso, é primoroso.
89:27
O exército de Buzz, né? Que tem naquela loja também. O Imperador, né? A história do Imperador também. Muito maneiro. O Zurg é. E ele era pai do Buzz, a gente descobre.
89:37
A Disney tá tentando fazer um rebranding do Lotso. Você olha na internet assim, a galera que, ah, nossa, adoro o Lotso. Aí tem um monte de ursinho do Lotso agora, produtos dele.
89:47
Na China a gente viu o Lotso pra caralho.
89:48
Minha esposa tem. Olha aí, tá rolando esse rebranding aí. O Lotso não era tão mal assim.
89:56
Ela tem, é igualzinho, igual do desenho. Eu falo assim, caraca, você sabe que você tá comprando vilão. Mas ela é tão fofinha, é tão fofinho.
90:04
E ela vai, ela dorme com ele. Daqui a pouco ele joga os brinquedos dela na fornalha. Fica ligado aí.
90:10
E a Disney tá fazendo isso agora, porque o vilão desse Toy Story 5 aqui não é o tablet? Ah, não existe. E aí a Disney tá vendendo essa capa de tablet de tudo que é lugar.
90:20
Puta merda.
90:21
Acabou no 3. Toy Story 5 fechou no 3. Fechou bonito.
90:24
A primeira regra do Clube da Luta é o auge da sua civilização.
90:30
Eu quero trazer um filme Magnolia também, é de 99, com o Tom Cruise também.
90:35
Boa, 99 teve muito filme de tênis verde.
90:40
Mas isso é um tênis verde de Hollywood, né, cara? Isso que é interessante. Mas é, mas é, mas é um filme maço, cara.
90:46
E é um filme, acho que foi o primeiro filme que o Tom Cruise saiu da zona de conforto dele, né?
90:51
Exatamente. É um filme com cara de independente, só que de Hollywood. Esse que é o lance do filme. Nascido em 4 de julho, né, Dave?
90:56
É o primeiro filme que ele não tá bonito. Faz sentido o que você tá falando, né? Porque esse aqui, ele tem essa cara de independente. O Nascido em 4 de julho é um blockbuster também, mas com certeza. Tá fora da zona de conforto do Tom Cruise, certamente. Mas, ó, outro filme que teve com essa vibe, não independente, mas com essa vibe, é o O Informante, né? Russell Crowe e Al Patino, né?
91:14
É Al Patino, exatamente, né? É que é a história da grande denúncia que saiu no 6 Minas, né? que ele era um detrator da indústria de tabaco, que foi um mega julgamento que provou que a indústria de tabaco sabia que o cigarro, né, tipo assim, viciava, era feito de propósito, estava ligado à sociedade da câncer, e todos que eles ficaram durante um século fazendo propaganda em Hollywood, que o cigarro era coisa de legal, de gente boa, de gente bonitona, e que era cool fumar, e tinha um grande segredo, e esse cara... deu uma rasteira no endereço do tabaco, que perdura até hoje, ele ficou tentando recuperar esse mercado com vape agora, essas porras, etc.
91:50
Mas, assim, tudo mudou pra sempre depois dessa história, depois dessa reportagem do Six Minutes e do julgamento, etc. E o Russell Crowe arrebenta nesse filme, arrebenta. Ele deveria ter ganhado o Oscar por esse filme, mas ele foi ganhar pelo Gladiador depois. Ele arrebenta esse filme.
92:04
Mas eu acho que é o melhor papel dele, né? O melhor, com certeza. O Russell Crowe, que era pra ter sido o Tyler Durden, né? Vocês sabiam? Ah, é que eu sabia.
92:13
E o Aragorn também, né? E o Aragorn, eram os dois.
92:15
Ah, o Aragorn já sabia, mas tá levando a nossa ideia. E o narrador, barra Jack, foi cogitado o Matt Damon e o Sean Penn. Nossa senhora.
92:24
Ó, outro filme nessa pegada aí, Beleza Americana.
92:27
Uuuuh.
92:28
Beleza Americana, eu não tinha maturidade pra entender isso.
92:32
É, eu também acho, Dudu, eu também acho que não tinha.
92:34
É o filme do ano, né? É. Ganhou Oscar?
92:36
Ganhou. Foi o melhor filme, melhor tudo. Ganhou cinco, cinco Oscars, eu acho. Ganhou o melhor filme, o melhor ator pro Kevin Spacey, melhor numa opção de coisa. E aí, entrou numa onda agora das pessoas falarem mal desse filme, das pessoas assim, ah, esse filme não era tão bom assim, não, a gente se empolgou. Não, é bom. Eu fico com ódio das pessoas que falam isso. Cara, esse filme era bom, sim.
92:56
O Sinistro, que se não me engano, foi o primeiro trabalho do Sean Mendes no cinema, né? Isso. Sam Mendes. Sam Mendes. Ele fez depois de Estrada para a Perdição, 1917. Recentemente, o Raminet, né?
93:07
É, fez o Skyfall do 007 também.
93:10
É, ele é um super diretor, cara. Ele estreou nesse filme, caralho, foda.
93:14
Quem nunca filmou um saco voando no vento, assim, um saquinho de plástico, né?
93:21
O que é engraçado pra mim, eu corrigi rápido. Quem nunca filmou um saco voando no vento?
93:32
Pra mim, esse filme, ele é engraçado, porque esse aí é um filme que, obviamente, meus pais não deixaram eu ver quando esse filme saiu, né? Porque eu era uma criança. Até porque o pôster é aquela, né? A moça lá com as pétalas, não sei o quê. Então, esse é um filme que... Essa era a imagem que eu tinha do filme durante vários anos da minha vida, né?
93:48
Era um filme proibidor.
93:50
Era um filme proibidão. E aí, você entra na adolescência e fica, nossa, esse filme deve ser... Então, eu tinha criado toda uma imagem, uma mística desse filme. E aí, quando eu fui ver ele, de fato, mais velho, assim, e aí eu fui ver que, caralho, não, peraí. O cara, fim da menina, é uma parada creepy pra cacete. Então, o filme... o filme veio pra caralho, porque eu achava que o filme ia ser outra coisa, sabe? Tipo, aquela mente de adolescente, não sei o que, mas aí você vê assim, caraca, e só por essa rasteira que o filme me deu por conta dessa expectativa, ele já me pegou demais, e aí depois você vai apreciando o filme por outras coisas que ele faz de construção de cena, as atuações mesmo, assim, o roteiro, é um filmão.
94:23
Mas esse personagem aí, o militar, tu vê que ele não só tem essa angústia de esconder isso, ele joga essa angústia pra tudo em volta dele. Então, ele joga a frustração no filho dele, o filho dele vive sob essa regra. O medo que ele mais tem é que o filho possa ser homossexual, tipo, um pavor da vida dele. A mulher parece que tá em cárcere privada, assim.
94:42
ela não vive, ela tá lá anulada ela tá anulada, porque ele montou o castelinho dele do que ele acha que tem que ser uma família e aí o filme, ele vai todo revertendo isso o cara que é o machão, na verdade você vai ver que ele só é um cara que tá vivendo em frustração absurda, a garota que fala que é popular no final, você vai ver que ela na verdade ela é uma insegura do caramba a mulher, a esposa, que na verdade ela valoriza tudo, valoriza o material o tempo inteiro, tem uma cena do sofá, que é muito legal, que ele derrama o negócio no sofá, e é só o sofá Ela quer se relacionar com outro cara só porque ela tá pensando na grana, no dinheiro.
95:17
E chega no final, ela chega à conclusão que não importa, né? Quando o cara se mata lá, ela abraça a roupa dele e ela vê onde realmente tá o valor das coisas. Então, é um filme que vai revertendo o papel de todos, né? Então, as pessoas estão fugindo de algo.
95:29
Ele tá fugindo, ele fala, vai trabalhar no McDonald's, você é muito qualificado. Ele, eu quero trabalho com menos responsabilidade possível. É, o cara tá fugindo da realidade dele. A filha fugindo dessa família totalmente desfuncional vai, né, achar no garoto esquisitinho e também da outra família desfuncional alguma coisa. Os dois tão fugindo daquelas famílias e eles se encontram nesse meio do caminho. todo mundo tá fugindo, usando uma máscara e fugindo de uma realidade que, no final, quando ela chega em todo mundo, né, finalmente o filme desabrocha e acontece, né, o clímax, etc, do filme.
96:04
E é muito curioso, cara, o Dudu comentou da maturidade aí, eu também acho, tipo assim, mesmo o pôster desse filme, o nome do filme, eu vi até um post outro dia, o cara comentando, né, que antigamente os pôsteres, eles vendiam mais uma ideia e hoje eles vendem mais o elenco, o elenco, né.
96:18
É muito legal esse post.
96:19
Por exemplo, Jurassic Park, que era só o logo, assim, né, o pôster. Jurassic Park e tal. Batman. É, o do Batman e tal, exato. Do Alien, enfim.
96:26
E aí, esse, assim, tipo, é beleza americana e tem uma menina com as rosas, pétalas, assim, tipo... Ah, e tem uma outra versão que é uma barriga, assim, um umbigo e uma flor e a mão segurando a flor, assim, apoiada na barriga. Feminina, parece uma barriga feminina.
96:41
Não, então, mas aí, esse postre, esse nome, tudo, ele não vende o filme que ele é, na real, né? E mesmo assim, as pessoas iam no cinema, esse filme disputava no meio de todos esses filmes fodas que a gente falou aqui, ele achou o lugar dele e achou fortemente, né? Assim, ganhou o Oscar e tudo mais, então... Mas assim, não é que ele ganhou o Oscar, mas era aquele filme que ninguém viu e ganhou o Oscar, sabe assim? Ele era um filme de bilheteria, cara, um filme que tava no cinema e as pessoas iam assistir, comentavam sobre ele, né?
97:07
E esse filme foi o primeiro que eu vi com a trilha sonora do Thomas Newman. E esse cara é um, pra mim, um dos caras mais fodas de trilha sonora de Hollywood hoje em dia. Ele é inacreditável. A trilha sonora desse filme marcou tanto quanto o filme.
97:23
Concordo.
97:23
Esse cara é épico.
97:24
A primeira regra do Clube da Luta é... O auge da sua civilização.
97:31
A gente tem O Mundo de Andy, em 99, que é um filmaço com o Jim Carrey. Quero Ser Joe Malkovich, 99 também. Tudo Sobre Minha Mãe, do Almodovar, 99 também. Ghost Dog, filmaço, filmaço. Samurai Urbana aí. Meninos Não Choram, 99. Cara, tem muito, ó. Hurricane, o furacão com Deserwatch.
97:54
Garota Interrompida. Cara, esse é foda, hein? Puta que pariu. Tem muito filme absurdo, cara. O Colecionador de Ossos com a Jolie também é de 99. Esse aí mudou minha vida, viu?
98:02
É de 99?
98:03
É de 99. Colecionador de Ossos.
98:04
na minha vida. É? Sério? Por quê? Porque esse aí foi um filme que me fez, eu tive toda uma fase da minha vida fissurada por histórias de investigação criminal, histórias de serial killer, mas pra muita gente foram, sei lá, o Seven que causou isso, mas o meu fascínio com isso surgiu com o Colecionador de Ossos, cara. Esse aí eu fiquei maluco, com o Jogo de Gato e Rato.
98:22
Eu tô um pouco estupefato de tanto filme que eu fui ver no cinema em 1999, caraca.
98:29
A gente ia muito ao cinema, cara, muito. Esses filmes todos, eu vi no cinema. Sim, sim.
98:34
Eu também, esse ano eu fui duas vezes. Não, peraí, mas Tucano, tu tem, né? Tem motivo.
98:40
Mas esse filme, eu lembro bem, cara, do Colecionador de Ossos, porque tinha acontecido aquele, lembra que teve aqui em São Paulo, o cara entrou num cinema e metralhou uma galera e tal? Foi em 99 e Aí eu tava na sessão do Colecionador de Ossos e entrou, tipo, dois policiais andando no cinema, assim. Aí, cara, eu gelei. Eu falei, fudeu, os caras tão procurando alguém aqui. Eu fiquei com medo. Eu lembro exatamente, assim, agora. Eu sentado e os policiais. E eles andando, passando na frente de todo mundo, assim. Eles realmente deviam estar procurando alguma coisa. Não acharam nada lá.
99:10
Mas como tinha acontecido esse caso aí do tiroteio...
99:13
Eu não queria ser a voz da tristeza e do rancor. Mas eu realmente... Eu tenho uma implicância com esse filme. O Colecionador... Eu gosto... Mas esse filme me irrita. Eu odeio a solução desse filme. Qual o nome? Qual o artifício que a gente dá de roteiro? Os povos vão saber isso daí. É aquela solução fácil que... Não tinha como você adivinhar que era assassino porque ele não estava na lista. É uma informação nova, né? É um roteiro ruim. Não existe uma palavra. Roteiro merda. Tem o nome disso, assim. É o artifício.
99:43
Quando você tem um mistério, mas você não tem pista no filme. É, tipo, ele tá dizendo que a solução se apresenta no final sem você ter a mínima chance de ter pensado que poderia ser isso. Sim, sim.
99:53
É, isso é Deus Ex-Marc. É, porque o cara era meio que, pô, não, eu era enfermeiro, eu estava aqui. Na verdade, é um retcon quase, assim. Tipo, na verdade, eu tenho todo um histórico contra você, não sei o quê. E eu fiquei, ah, porra, mas eu não sabia disso.
100:05
É, eu lembro disso, o baixinho lá que... Exatamente. Isso.
100:08
Aí eu fiquei meio puto com esse filme, que eu achei essa solução... Era um filme que tava indo tão bem, e eu achei essa solução muito pobre, sabe, na época. Eu lembro que eu fiquei com raiva desse filme.
100:16
O que não acontece, não sei se sentido, porque tá lá tudo.
100:20
E a maneira como o cara fala no final do colecionador de ossos é... O texto é ruim. O cara fica falando, pô, você me transformou num, sei lá, num, não sei o que, humano, num plano humano. Fizeram tudo comigo na cadeia, lembra? O discurso é meio, sei lá...
100:33
A gente não viu isso. Mas olha, vocês estão falando de filme de investigação e crime dos anos 90, nós temos que falar, então, rapidamente, do maior supercine de 1999, risco duplo com Tom Lee Jones e Ashley Judd.
100:47
Caraca, Double Jump Party, eu lembro disso.
100:51
É um Oscar de supercine esse filme, que é...
100:56
É ruim, mas ele é um puta super cine que olha a história. Ela casada com o cara rico e tal. Aí o cara arma de ele fugir. Ele incrimina ela da morte dele. E ela vai presa por conta disso. Isso. Por assassinato e etc. E aí ela solta depois. de alguns anos, ela é solta, né, numa condicional, etc e tal, e aí ela descobre que o cara tava vivo, que o cara armou pra ela, e aí ela descobre que existe uma lei, com os Estados Unidos, do double jeopardy, se você já foi condenado, julgado condenado por um crime, você não pode ser julgado condenado pelo mesmo crime depois.
101:29
É, uma segunda vez pelo mesmo crime. Então como ela já foi condenada por um assassinato e o cara não morreu, ela pode matar o cara e não acontece nada com ela.
101:40
Exatamente. cara, isso é um puta super cinema chama pré-venda, pré-venda em 99 também tem aquele do fundo do mar, que tem no elenco o primeiro nome do elenco é Samuel Jackson e ele é o primeiro a morrer em 5 segundos de filme o tubarão né?
101:57
é isso
101:58
Nossa senhora desse filme, nossa!
102:01
É o Thomas Jane, pô, é o Thomas Jane, o mocinho do filme. Que tem os experimentos contra Alzheimer no tubarão. E aí, eles têm um puta laboratório embaixo d'água e tal. Que eles fazem experimentos, os tubarões ficam mais inteligentes e tal. E aí, obviamente, escapam. Tem o LL Cool J também, nesse filme, que ele é um cozinheiro. Que ele tem um papagaio, etc. Meu papagaio sobrevive. Tipo, é um dos sobreviventes do filme.
102:24
Eu falei um monte de filmes aqui. Citei eles. Mas eu queria parar um segundo só pra gente falar rapidamente de Quero Ser John Malkovich. Porque esse filme é realmente foda, cara. Ele é bom.
102:34
Michel Gondry, né? Ou é do Spike Jonze? Eu sempre confuso qual... Spike Jonze.
102:37
Esse é o Spike Jonze.
102:38
O mesmo diretor de Her.
102:40
O filme é essa história maluca que eles acham uma portinha entre andares de um edifício e eles entram e dão acesso à mente do Joe Malkovich. E, cara, é fenomenal. Porque, assim, ele quebra a quarta parede no sentido que você tem o ator Joe Malkovich, você tá dentro da cabeça dele. Tem a Cameron Diaz que também mandou muito bem nesse filme, né? Ela tem esse estigma em Hollywood, né? Que a mulher, pra ser valorizada como uma atriz, tem que fazer papel de feia, né? E ela faz papel de feia. Pô, mas isso é um filme...
103:07
É um filmaço, cara, em todos os sentidos. Esse filme é o seguinte, pra quem escuta esse Nerdcast aqui, esperando, cara, eu quero ver a dica dessa série dos anos 90. Uma dica, assim, esse é um filme maluco, estilo, sei lá, tudo em todo lugar ao mesmo tempo. É nessa vibe. Exatamente. Eu tô falando isso porque tem gente que não gosta. Caralho, eu vi tudo em todo lugar ao mesmo tempo, achei uma bosta. Possivelmente você vai achar esse filme uma bosta também. É muita loucura. Mas pra quem gosta de filme muito louco, esse filme é prato cheio.
103:32
É muito bom, porque ele usa o jeito como ele faz um surrealismo usando a cenografia. Ele tem umas paradas que é só bizarra. O andar onde ele vai trabalhar, o John Cusack. É aquele andar que fica meio que entre dois andares. E é um negócio que fica meio apertado. Ele não consegue ficar de pé direito. E aí ele vai entrando na mente do John. Aí você tem as cenas que são vários John Malkovich na mesma cena. E ele com várias roupas, vários figurinos. É um negócio surrealista muito legal.
103:59
Mas tem sentido. Só de você falar, já pensa assim, cara, o cara tá no andar no meio, ele é esquecido, ele tá no lugar que oprime ele, ele não tem lugar pra ficar em pé, ou seja, a pessoa dele não aparece, ele é um ninguém, ele é um qualquer, ele tá no meio do caminho, você tá no lugar que você pode se esticar e ser você mesmo. Com o John Malkovich, ele consegue ser ele mesmo, que ele gostava dos negócios de fantoche, ele se expressa pela primeira vez ali, tem todo um significado, é maluco, mas tem significado.
104:23
Sim. Total. Eu lembro muito de ver essa capa de DVD de VHS na locadora, que um monte de John Malkovich. E aí, tipo assim, eu quero ser o John Malkovich. E aí eu falava, caraca, esse cara é o maluco do Conair, né? O único filme que eu tinha visto do John Malkovich era o Conair. E eu falava, caralho, quem é esse cara aqui?
104:44
A primeira regra do Clube da Luta é... O auge da sua civilização.
104:51
O Jovem Nerd quer ir para a reta final, mas ele está esquecendo que em 99 ainda tem Jonah Dark.
104:56
Cara.
104:57
Nossa, bom demais. Esse filme foi... Não fez sucesso, né? Mas eu amo esse filme. Esse do Luke Pesson. Eu estava muito na vibe de Mila Jojovich, cara.
105:06
Nessa época, cara. Eu via qualquer coisa que ela fizesse.
105:09
Quem não estava, né? E Tucano, vou te falar, esse filme era super longo, eu lembro bem, porque eu fui ver ele umas três vezes, porque a primeira eu assistia, as outras não, entendeu? Mas era um bom filme pra isso, ah, vou ver o filme e tal, qual o filme?
105:23
Cara, o Marcelo, o cinema do Marcelo era lugar escuro.
105:27
Cara, eu tinha 16 anos em 99, David, eu tava voando.
105:31
Olha, se tivesse esse clube de cinema que tem hoje, o Marcelo, o adolescente Marcelo, teria mais dinheiro.
105:38
Eu vi esse filme uma vez no cinema só, na época, e nunca mais vi, então eu não lembro quase nada, mas o que marcou até hoje, que inclusive eu pego o clipe no YouTube e fico mandando pras pessoas, é a cena quando ela já tá presa no final, vai ser julgada, vai ser, né, queimada, sabe, pela igreja, e ela tem uma conversa com a consciência dela, que é interpretada pelo Dustin Hoffman, que manda pra caralho, que é putador, enfim, qualquer parada que ele faz dele, manda-me pra cá. Mas assim, a história da Joanna Dark era que ela dizia que ouvia Deus, né? Que Deus falava com ela e etc. Ouvia, enfim, o Espírito Santo e as pessoas, eles usaram ela como um artifício de propaganda e inspiração pras tropas que estavam ali na Guerra dos 100 anos contra a Inglaterra e estavam querendo coroar o rei da França depois da conquista militar e ela foi usada até o ponto em... João Malcovite.
106:24
João Malcovite, exatamente.
106:26
Isso que eu falava. Aí o João Malcovite veio de novo.
106:29
E aí depois que ele é coroado, ele joga essa porra fora, queima como herege e tal, não sei o quê, porque ninguém fala com Deus, a não ser a Santa Igreja, o cacete, etc. Então ela tá presa, esperando esse momento, e aí ela começa a duvidar dela mesmo. Será que eu ouvi Deus? Será que... Não, eu ouvi. E isso é personalizado pelo Dustin Hoffman, que tá ali na cela com ela conversando. Mas será... Você mesmo. Ah, mas eu vi os sinais. A espada no campo. Eu vi. Eu vi a espada no campo ali. Você viu uma espada no campo, né? Mas era o sinal de Deus me falando que eu tinha que... Como é que a espada ia aparecer no campo, assim?
107:01
Que aquela espada era o sinal que ela tinha que ir para a guerra, né? Deus estava mandando ela ir para a guerra, etc e tal. ele faz uma análise cética, lúcida e racional. Porque assim, tem muitas coisas que podem acontecer para uma espada aparecer no meio do campo. E o Luke Berson filma vários exemplos do cara correndo, tomando uma flechada, cai e a espada cai no campo. Ou várias situações da espada caindo no cavalo. E até mesmo inexplicável. Aí o cara chega e está andando no campo e ele joga a espada assim no campo. Sim, vai embora, sabe? Puta vida. Aí ele fala assim, mas de todas essas possibilidades, você escolheu essa.
107:37
Aí ele mostra a cena maravilhosa com um coro de voz assim, das luzes do céu abrindo faixas de luzes e a espada desce voando, né? Levitando lentamente dos céus para o campo. E ele fala, cara, você não viu o que era. Joana, você acreditou no que você queria acreditar. E, cara, é um discurso de racionalidade versus sistema de crença tão maravilhoso, né? Ela mesma examinando a própria consciência dela, que pra mim é o que sobreviveu desse filme. Procure essa cena que é muito foda.
108:08
Esse eu nunca vi. Ou assistam o filme se vocês tiverem 16 anos.
108:15
Eu sei que o Jovem Nerd tá acelerando, querendo acelerar, mas a gente tem que falar um pouquinho do Jim Carrey no mundo de Andy, cara, porque esse filme é fantástico também.
108:23
Depois ele reclama que X-Men 97 foi corrido, né, David?
108:29
Mas porra, cara, porque eu assisti a essa série Táxi, né, que é onde o personagem Andy Kaufman lá ficou famoso. E quando eu vi o estrelho depois do filme, cara, assim, é fantástico. É inacreditável como a Jim Carrey conseguiu se transformar nesse ator, cara. Assim, é um negócio fantástico, cara. E esse filme é muito angustiante, né? Apesar de ser um filme baseado na vida do cara que... Negócio de comédia, humor meio que nonsense, né, e tal. É uma angústia monstruosa o tempo todo, tá? Na pele daquele cara, né?
108:58
É porque ele era o cara da comédia pra ele mesmo, né? né? Ele fazia o comedy pra ele.
109:02
Não, o Andy Kaufman, ele é, assim, um grande nome, assim, de um humor muito experimental mesmo, assim, de levar a ideia da performance pra fora da tela, pra fora do palco, e a vida dele ser uma performance, assim, e... Tanto que é o que você descobre vendo esse filme, que, tipo, ninguém sabia muito bem, afinal, no final das contas, o que que era o Andy pessoa real, o que que era um personagem que ele mostrava pra todo mundo, então, é um negócio que é muito, é até a vanguarda mesmo, assim, um negócio de vanguarda do humor, o negócio que ele fazia, e o... E o mais doido é você depois ver, recomendo, se você for ver, se você está ouvindo isso e ainda não viu o Mundo de Andy, veja o Mundo de Andy.
109:37
E depois veja o documentário Jim e Andy, que é um documentário sobre como o Jim Carrey usou o método pra fazer o Andy Kaufman. E como ele viveu o personagem e ele quis entrar nessa pira também. Tipo, agora eu sou o Andy Kaufman e não o Jim Carrey. E como isso fez ele dar uma surtada, é um baita documentário.
109:55
Eu pedia pra galera chamar ele pelo nome, né?
109:58
no set e tal Jim Carrey é um grande ator cara assim é que a gente até subestima porque né vê ele em filme comédia enfim tem a galera que subestima mas assim ele em questão de se transformar inclusive né em outras pessoas deu uma procurada cara por vídeos dele antigos né em que ele faz digamos assim até o James Dean e tal cara o cara levanta o cabelo comprime os olhos vira o sujeito cara é impressionante o talento do cara
110:23
E é engraçado que, como o Andy era esse cara de que você nunca sabia se estava falando com o Andy ou com, sei lá, um ato dele, um personagem, etc. E teve uma época que ele andava como aquele outro personagem.
110:36
O Jim Carrey, que já estava meio pirando, tendo aquelas paradas dele de método, etc. E de identidade que ele carrega até hoje, etc. Mas eu achei que é poético. porque assim, ele encheu o saco de todo mundo nessa produção. Quando você vê o documentário, você fica meio puta que pariu.
110:52
É, também é um ótimo filme pra você ver que esse negócio do método ganhou uma mística, mas também é um negócio que inferniza a vida de todo mundo.
110:58
Mas eu entendi a pira dele de querer incorporar o Andy, porque o Andy incorporava os personagens dele. Ninguém conseguia tirar o Andy do personagem quando não queria ele. Quando ele tá com câncer, né? Tipo assim, aquela... Não tem um negócio de cópia que tá o câncer? E ele não sai do personagem, aí é... É, ele sai do personagem pra entrar no outro, né? Que era o Tony Clifford lá. O Tony Clifford, isso. Exatamente. E o Jim Carrey querer viver isso, pra mim, eu achei autêntico. Apesar de ter xuxo com saco de todo mundo, sabe? É assim, temático, né?
111:29
Era o Andy Kaufman, porra.
111:31
Esse tipo de humor aí, inclusive, é tão dentro do personagem. Quase todo mundo tem um amigo assim, eu tenho um amigo assim, que é... Ele é tão irônico, tão irônico, que eu não sei se ele tá zoando ou ele tá falando a verdade. Já viu, gente, assim? Ele fala de zoeira contigo, eu não gostei disso não. Se ele fala alguma coisa, fica, cara, ele tá de sacanagem ou ele tá falando sério? Ou então, assim, eu acho que ele tá usando a persona dele pra ele poder falar o que ele realmente tá pensando. Tu fica na dúvida pra sempre, assim. O Andy Kaufman, ele era isso, sabe? Então já é difícil tu interpretar uma pessoa que faz isso, né?
111:56
A primeira regra do Clube da Luta é...
111:59
O auge da sua civilização.
112:02
Eu ia puxar uma coisa aqui com o seguinte. É um filme que só eu gosto. Mas sabe essa onda de filmes gêmeos? Então você teve, sei lá, o 13º andar e teve Matrix perto. Tem filme de Impacto Profundo e Armageddon. E aí você teve o show de Truman e Ed TV. Não, não, Ed TV não, cara. Ed TV. É a versão merda do Truman Show, porra. É a versão merda do Truman Show. Eu sou a única pessoa do planeta que gosta dessa porcaria. É mesmo.
112:29
É mesmo. Eu queria te ajudar, Gaveta. Eu queria. Uma coisa assim que a gente ainda vai falar e tal de Matrix. Mas é porque o Gaveta mencionou um filme que é o 13º andar. Porque eu já fiz um vídeo sobre isso lá no Entreplanos. Que é uma coisa que eu acho muito foda de 1999. Eu não queria deixar de falar sobre isso nesse episódio. Que é também você perceber como é um padrão muito fascinante em filmes hollywoodianos. especificamente de 99, que é essa temática de você não saber o que é real ou não. É um negócio muito específico, mas que tá em tantos filmes.
112:59
A gente, obviamente, tá em Matrix, a gente vai falar mais de Matrix, mas o 13º Andar é um filme que é bem sobre isso também, que é sobre realidades virtuais e os personagens que estão lá dentro não sabem, que estão dentro de uma simulação. Outro filme que saiu em 99 que tem isso é o Existence, com um Z no final, do David Cronenberg, com o Jude Law, não sei se vocês viram esse filme, que é um filme de ficção científica, que tem realidades virtuais e
113:21
Quando a galera queria zoar a galera cult, né, que eu detestava o Matrix, dizia que, ah, tem um filme muito melhor do David Cronenberg aí, falaram do Existe. Ah, pronto, Existe. Você pode falar também do próprio Cidade das Sombras, né, que é outro dessa mesma época. Cara, o próprio show de Truman também é perto dali, você não saber se você está vivendo uma realidade, se você está vivendo uma simulação, é exatamente isso que o Max está pontuando, né.
113:43
Tem muitos filmes que a gente já debateu aqui e que são isso. A Bruxa de Clare, você não saber se o filme era uma história real ou não. O Mundo de Andy, que é sobre um comediante que você não sabia se ele tava falando a verdade ou não.
113:54
É o espírito do tempo, né? O espírito do tempo. Gaveta, eu achei um filme aqui que, pra fazer compradinha, só eu gosto, ninguém mais gosta, de 99. O Homem Bicentenário. Hum...
114:03
Esse aí eu lembro que eu gostei quando eu vi quando eu era criança. Eu tenho que rever agora, depois de adulto. Mas é porque o Robin Williams, ele era o meu ator favorito e eu queria ver tudo que ele fazia. E esse aí eu lembro que eu chorei pra caramba.
114:14
Esse é um filme ruim que eu gosto. Eu sei que é ruim, mas eu gosto.
114:18
É que eu sou muito fã de Asimov, então foi o primeiro filme baseado em Asimov que eu vi na vida. E eu fiquei maluco, né? Tipo assim, cara, o Homem do Centenário, puta que pariu. E aí, eu já tinha lido o conto, etc. É baseado em dois contos, né? Mas o Homem do Centenário e o Homem do Centenário. E era o Robin Williams, cara. E é, tipo assim, é dirigido pelo Chris Columbus, que faz os filmes... Filmes bons, mas é tudo muito água com açúcar e tal, não sei o que, né? Mas, assim, ele começa como esse filme de meio de comédia, porque é o Robin Williams, e eles fizeram... E eu falo assim, bom, isso não é nada as imóveis, mas é o Robin Williams, então eu deixo.
114:49
Mas, assim, no final ele vai virando um filme muito emocionante, sabe? Porque é a história de um robô que queria ser humano, né? E ele tem um dom artístico, e aí ele consegue dependência, porque ele faz arte. Ih, estamos fodidos.
115:04
então na época o robô fazer arte era algo que a gente achava bonitinho que merda era emocionante tu não via nova geração não porra o Data fazia nenhuma coisa é porque a gente não viu a tela do Rob Willis senão tava lá o Will Smith comendo macarrão né Mas assim, no final ele vai ganhando feições humanos e aí ele vira o Robin Williams, né? E aí no final ele quer virar totalmente orgânico, né? Ele vai fazer uma transfusão porque ele se apaixona pela neta da família que comprou ele, né?
115:37
E quer viver com ela a vida, né? Meio que Highlander, sabe? Que a recompensa era o cara virar mortal, né? E... E ele queria ter uma experiência humana. Então ele, quando faz a transfusão de sangue, ele fala, e aí, chefe, quanto tempo eu vou durar? E ele, sei lá, se você comer bem, fazer exercício, mas sei lá quantos anos, ele, pô, mas você não sabe? E ele, bem-vindo à condição humana. E, putz, isso me arrepia só de falar, cara.
116:03
Em quanto tempo o sangue vai enfraquecer meu sistema? Ah, eu não sei.
116:08
Você faz exercícios, come direito? Eu acho que em 30, 40 anos.
116:15
Isso é muito vago, chefe.
116:17
Não sabe exatamente quanto tempo eu vou durar?
116:20
Eu lamento.
116:24
Seja bem-vindo à condição humana.
116:26
Que ele traz, assim, o mundo do robô, o mundo todo certinho, metrado, engenhado, etc. Previsível, calculado. E a experiência humana é o oposto. A gente não sabe, cara, o que vai acontecer. É dúvida, né, cara? É dúvida. É ansiedade, é preocupação e tal. E tudo isso faz parte. Você não quer ser humano? Então seja humano por completo, com o bom e o ruim. E é maravilhoso. E eles ficam juntos e morrem juntos depois, etc. Velhinhos. E é muito emocionante. Chorei, que nem criança.
116:56
Lembra muito aquela cena rapidamente do Estádio dos Anjos, né? Quando a Meg Ryan morre e aí o amigo dele, que é anjo, fala, porra, isso aqui é a vida e você tá vivendo, né? Viver isso. Totalmente, isso aí. Mas eu acho que foi uma merda. Foi mal.
117:25
Vamos para os últimos dois filmes, os maiores filmes.
117:28
Chegamos no top 5 do Dave, aí não.
117:31
Agora estamos no top 2, Marcelo. Você está fazendo outra coisa, em vez de ver filme. Tucano, a sua identidade foi moldada, de alguma forma, por Clube da Luta.
117:43
Jack. Pois é, e agora toda vez que eu vou falar do meu canal, eu tenho que explicar que não tem nada a ver com estuprador, velho.
117:50
Como assim, cara? Tripador.
117:53
Não, não. É estuprador mesmo, porque o Jack era na cadeia, era uma gíria pra estuprador. Mas só que saiu da cadeia e hoje, quando fala o cara é Jack, o cara é estuprador, tá ligado? Sério? Eu não sabia disso, não. Eu também não.
118:06
Caralho, não fazia ideia. Caralho, mano.
118:07
É que vocês não andam no mesmo lugar que eu Street smart demais, meu Deus do céu Mas é porque nesse filme tem essa narrativa dele falando Eu sou, sei lá, a tireoide do Jack O Reader Digest, que eles acham dentro do galpão que eles estão morando lá
118:25
É como se fosse a doença falando que eu sou a doença do Jack. Por favor... Eu sou o câncer no intestino de Jack. Aí vai falando como é que vai evoluindo e tal, não sei o quê. O narrador, o Edward Norton, não tem nome. Só quem tem nome é o Tyler Durden. Mas ele é acreditado no elenco como Jack. Ah, tá. Ele é o Jack.
118:45
Apesar de não chamarem ele de Jack, é isso, né?
118:48
Quando eu conheci o Tucano, tinha um blog, lembra? É, então, é isso aí.
118:52
O Câncer de Jack, é isso aí. Não, porque ele fica transformando essa parada do Jack pelo filme, né? Tipo assim, aí chega uma hora que ele fala assim, eu sou, sei lá, a vingança de Jack.
119:00
Isso, isso.
119:01
E aí o Tucano achava maneiras. Super cool. O filme é bom pra caralho, só que... Pra caralho. O que se transformou é que é foda, né, velho? Foi sequestrado, a temática do filme foi sequestrada pelo desmacho alfa, que se acha que é, tipo, é, só ficar se batendo.
119:15
Que acha que o Tyler Durden é um exemplo, né? É, e não uma crítica, né?
119:20
Eu demorei pra ver esse filme por isso, porque eu vi a divulgação dele, Clube da Luta, parecia só um filme de porrada, só um filme de porrada. Gaveta. Os caras vão soltar as porradas, sai, acabou.
119:32
Gaveta, gaveta. Eu, tanto de filme que eu vi no cinema em 99, e esse eu não vi. Esse é o top 3 filmes da minha vida, assim, que eu acho foda, e eu não vi exatamente por isso que tu falou. Eu achei que era um filme do Van Damme, tá ligado? Caraca, eu vi por ela também. Eu achei que era.
119:48
Eu falei, caralho, Brad Pitt na porrada? Vou assistir essa merda aí. Eu achei.
119:53
E muita gente não vê até hoje esse filme por isso. O nome, Clube da Luta. Fala, não, vou ver um filme de porrada. Cara, não é um filme de porrada. A porrada é, tipo, subtexto da coisa.
120:03
É interessante que, como o Marcos falou, esse filme tem a característica dos anos 90 de você não saber o que é real e o que é imaginário, né? Sim, exatamente.
120:12
Apesar de que vem do livro, né? É a parada também que o Marcelo falou do pôster, né? Sim. Porque toda a divulgação dele também não mostrava isso. Mostrava, né?
120:21
O parede sabonete rosa, né, escrito.
120:23
É?
120:24
Era o sabão, eu acho, inclusive, né? Que mostrava. Era o sabão que eles faziam lá com...
120:29
O que dá uma interpretação mais bizarra ainda. O YouTube da luta com sabonete? Você imagina o quê? Banheira do Gugu.
120:36
Foi aquela galera que bota o sabonete dentro da toalha pra usar de mangual também. Caralho. Mangual.
120:43
O cara tá andando num lugar muito sinistro, cara.
120:47
É que esse filme, ele vai se transformando, né? Ele começa... Se você vai sem saber o que você tá vendo, é uma loucura, né? Ele vai se transformando, ele vai se afundando num submundo dessa parada do Clube da Luta, do cara brigar e o cara não aguenta mais ter essa vida corporativa e ele entra num caos da própria mente, né? Uma destruição do mundo conformista que ele vivia, né? E ele vai se adentrando nesse submundo meio sem propósito Até que começa a se formar um propósito, mas assim, a parte da mídia é rebelde sem causa, porque o próprio Brad Pitt, o Tyler Dunn, fala... Somos os filhos do meio da história, gente.
121:21
Sem propósito, sem lugar.
121:24
Nós não temos grandes guerras, nem grandes depressões. Nossa grande guerra é a guerra espiritual. Nossa grande depressão é nossas vidas.
121:33
E acabou, essa geração no meio, agora essa geração tem tudo, né? Tem Covid, tem fascismo, tem a porra toda. Então, mas assim, a ideia é tipo assim, o que surge do completo marasmo, da completa falta de foco ou de propósito na vida, né? E eles caem no caos autodestrutivo lá, naquela luta e tal, mas de alguma forma isso começa a se selecionar, da mesma forma caótica, por uma parada meio anticorporativa, antissistêmica, mas é anarquia caótica no final. Ninguém é herói desse filme.
122:05
Eu acho que tem um propósito. Inclusive, eu vejo muita semelhança desse filme com a beleza americana. Ambos lutam por esse lance do materialismo. É meio anticatalista o filme. Ambos. Beleza americana é isso. Você tem que valorizar as coisas. Você é legal se você tem o status, se você tem a grana, o carro do ano, não sei o que lá. E quando, na verdade, a sua vida é mais que isso. Eu vejo o Clube da Luta falando as mesmas coisas de uma forma diferente. Ele mostrar que ele está montando a casa dele perfeita no início e o trabalho dele quando ele vê que ele tem que valorizar outras coisas.
122:38
E ele nunca está satisfeito. Ele está sempre comprando alguma coisa para completar a casa e a casa nunca está... do jeito que ele quer.
122:44
Porque é ciclo do capitalismo, é ciclo de compra, de você ter que comprar as coisas para ser feliz. Você só vai ser feliz se você tiver o iPhone do ano, o carro do ano, a coisa do ano. E ele começa a ter essa luta interna, acho que seria isso, você entender que o bom não está nas coisas, mas está em você, você valorizar mais as pessoas, sabe? Então, eu vejo isso nesse filme, assim como eu vejo em Beleza Americana, sabe?
123:06
Inclusive que a parada que eles fazem, o sabão que eles fazem e vendem nas lojas finas é feita com gordura retirada das lipoaspirações das mulheres ricas, né? É, tem todo esse ciclo aí.
123:18
Tem um sentido, assim.
123:19
Mas eu acho que tem uma interpretação que eu acho mais legal que a questão do zen, cara. Eu nem entraria nessa seara que vocês estão falando. Eu acho aquela coisa de você seguir o que você realmente quer. Porque tem aquela cena no início que ele... Assalta, né? Na verdade não é um assalto, mas um mercadinho, aí bota a arma na cabeça do cara e fala, o que é que você faria agora se você pudesse viver e qualquer coisa? O cara faria tal coisa. E aí, então, beleza, então você vai fazer. Então, eu acho que é mais isso, entendeu? É você se libertar dessas amarras sociais e viver a sua vida como você quer viver. Eu acho que isso é uma coisa muito própria do zen, sabe, cara?
123:51
Eu acho que o livro traz isso também. Acho muito maneiro essa interpretação.
123:56
O filme é melhor do que o livro.
123:57
Mas é, sabe por quê? Eu concordo contigo. Porque tem a questão visual, entendeu? O filme, ele é praticamente igual ao livro. Só que tem toda a edição, impacto visual e tal. Então, eu concordo. Ainda mais porque eu, pelo menos, li o livro depois. Então, você já sabia o final. Eu também.
124:14
Eu li depois o livro.
124:15
Exato.
124:16
O final é diferente. O final é diferente. As porradas doem, cara. Pra mim, o soco que o Edward Norton dá na orelha do Brad Pitt, quando ele fala, me soca aí, me soca aí, lá na frente do bar, na madrugada, esse soco que não tem nem som, você só escuta o som, o som de um soco real mesmo, que é só um clac no negócio, no ouvido e tal.
124:38
Ai, desgraçado! Só que a falta do som, a reação do Brad Pitt, pra mim, acho que foi o soco mais real de Hollywood.
124:46
Eu senti a dor na orelha, sabe? A melhor coisa desse filme é você enfiar a porrada no Jared Leto, gente.
124:54
Deixar o cara com a cara enxadaça daquele jeito.
124:57
Jared Leto teve que ficar um tempão de pé lá na frente, porque ele olhava... Não, você é loiro demais. Não, você é bonito demais.
125:04
E uma das coisas que eu gosto pra caramba desse filme também é como ele brinca com a linguagem cinematográfica também, que é uma das coisas que acho que também ajuda ele a se destacar muito. Porque é isso, beleza, é uma adaptação de um livro, mas aí quando ele vai pro cinema, ele também sabe brincar com o que os filmes fazem. Então, tem umas cenas que você vê, tipo, meio que a película do filme saindo do trilho, né? Quando as coisas...
125:22
Como essa musical disruptiva e tal. Porque o Tyler Durden é operador de cinema.
125:27
Exatamente, exatamente.
125:29
E ele fala do pontinho lá, da queimadura.
125:32
É, a queimadura de cigarro no cantinho. E aí é muito bom, porque aí ele fala sobre como ele gosta de inserir foto de pinto nos filmes e tal. E aí você tem todo aquele negócio de você depois voltar no filme e descobrir que tem os frames super curtos do próprio Tyler Durden aparecendo do nada, antes dele ser apresentado no filme. Aparece quatro vezes. É, e aí é bizarro, porque é bizarro e genial, porque é como se fosse o próprio Tyler Durden editando o próprio Clube da Luta, então é como se fosse um filme pegando uma peça em você, não só por conta do plot twist dele, ser o Jack também, mas como é isso, é tipo, o Tyler Durden tá comandando a película do filme em si, é um negócio muito sofisticado, cara, não é só uma curiosidade do tipo, olha só se você vê que ele aparece aqui, é um negócio que tem propósito, sabe?
126:13
A quebra da quarta parede também, que não era uma parada tão comum, né? 99 é o ano do plot twist, né? Porque esse aí também é um plot twist do caralho, né?
126:22
É o plot twist que tá lá o tempo todo, né? Vários momentos você tem a dica escondida ali, né?
126:28
Não é gratuito, né? É um filme que só dá pra ver uma vez, então.
126:36
Esse filme poderia ter sido completamente outro. Eu falei do Russell Crowe, que era pra ter sido o Tyler Durden. O Matt Damon ou o Champagne pra ser o Jack, né? O narrador. Mas a Marla Singer, quem foi cogitado também foi a Courtney Love e a Winona Ryder.
126:50
Que foi a Helena Borrancar. Helena Borrancar.
126:52
Isso, é. As três têm o mesmo estilo, assim, né? Eu acho que mudaria menos do que os outros dois. Mas aí, sabe quem foi o primeiro diretor a receber a proposta pra dirigir esse filme? Quem? Peter Jackson. O quê? E ele tava ocupado dirigindo um filme chamado Os Espíritos, lá na Nova Zelândia. Os Espíritos. Nossa. Aí depois falaram assim, pô, se ele não pode, vamos falar com quem? Brian Seeger, que tinha feito suspeitos há pouco tempo, né? Sim. E aí, ele nem leu o livro. E falou, não, depois eu vejo isso aí.
127:23
E aí não rolou. Aí o próximo foi o Danny Boyle, do Transpointing. Ele leu, mas não quis fazer. Aí ainda passou pelo David Owen Russell, que ele leu o livro, só que não entendeu porra nenhuma.
127:35
Não vou dirigir essa merda. Ainda bem, né?
127:38
Antes de chegar no David Fincher, que, porra, casou que nem uma luva, né? Nossa, demais, cara.
127:43
E eu queria fazer um elogio, que é o seguinte. Eu acho a edição desse filme fantástica. A edição desse filme. Porque você contar essa história, com todos esses detalhes. A gente falou detalhe de filme que sai, frame invasor. Ele tem um lance de, depois de você mostrar a realidade, você tem um flashback. Olha, na verdade, essa cena aqui não tinha ninguém e ele tava alucinando. Esse filme tem várias inserções digitais ao longo dele. E não é uma inserção digital, vamos dizer assim, só pra mostrar que tem um efeito, sabe? Sei lá, a senha, Swordfish. Vamos fazer um giro de câmera aqui só porque tá na moda do Matrix.
128:14
Não, assim, tem um momento que ele tá no apartamento e começa a aparecer os preços dos produtos. Faz sentido com as coisas. Sim, sim, é.
128:21
Tem uma piada que só funciona por causa da edição, Gaveta, que é o filme começa com o final, né? Que ele tá lá com a arma na... E aí pergunta pro Edward Norton, né? Tipo, quais são as suas últimas palavras, né? E aí o narrador, ele fala assim, eu não consigo pensar em nada. Aí tem o flashback pra mostrar como eles chegaram lá. Aí quando a gente chega nesse ponto da história de novo lá pra frente, aí ele fala assim, quais são as suas últimas palavras? E ele fala assim, eu ainda não sei o que dizer.
128:46
Gostaria de dizer alguma coisa pra marcar a ocasião. Eu não consigo pensar em nada. Ainda não consigo pensar em nada.
128:53
Não! Isso eu não sabia ter... Nada! É muito bom porque, tipo, por que ainda? Porque ele já falou isso antes na edição do filme, sabe? Que foda isso! Então o filme tem a consciência da sua própria duração. É muito foda.
129:05
Você ainda pode botar a culpa disso no roteiro, porque isso tá no roteiro também.
129:08
É, é verdade. mas eu acho que a edição faz isso não desmorona esse é o tipo eu olho essa história esse é o tipo de coisa que se você não fizer uma boa edição vai ficar uma maluquice essa montagem sabe então eu queria salientar o quanto essa edição desse filme é muito boa cara eu acho foda tem uma cena lá pro final que o Edward Norton tá desistindo ele quer cancelar a parada a roda já tá girando ele vai lá pra falar com os caras não eu sou o Tyler Durden então vamos parar tal aí os caras falam você disse que você viria fazer isso e era pra gente ignorar né Cara, é muito...
129:40
É desesperador, né?
129:41
Porque você fala, caralho... E cortar as bolas dele, né? É, eu ia cortar as bolas dele.
129:46
E é muito foda.
129:48
Só queria comentar que pra mim a cena mais impactante desse filme não é nenhuma dessas. É quando eles vão fazer aquele roubo da gordura humana. Aí os caras pegam um saco de lixo, um saco de lixo, aí eles pulam por cima do arame farpado, né? Aí arrebentam o saco de lixo, aí vai aquela gordura toda em cima dos caras de lipospiração, cara. Aquilo ali me impactou, cara. Marcou.
130:10
Tem uma cena também que eu gosto muito, que é quando morre o Bob, o Robert Paulson.
130:15
Ah, sim. His name is Robert Paulson.
130:17
Robert Paulson. Galera, não, é só mais um. Ele é um macaco espacial, ele é um soldado. Não, esse cara tinha nome, não sei o quê. E aí é foda que a gente não sabe na hora, né? Mas é o Tyler Durden falando aquilo, né? É a mesma pessoa. Sim. E aí os caras falam, é, realmente.
130:33
Quando morre a gente tem um nome Que é a forma de você ver idolatria E você ver grupos radicais Você vai tentar ver sentido em tudo Tudo que a pessoa fala, não, não Então é porque acontece assim Então quando a pessoa morre, agora tem nome No campo porque Deus colocou lá Exatamente E a parada do maluco entrar com uma submetralhadora Foi no Shopping Morumbi Foi numa sessão do Clube da Luta Matou três pessoas Eu lembro dessa história Eu lembro dessa história também
131:03
Ah, e botaram, lembra? Botaram a culpa no Dunkin' e tal também. Nossa, porque o cara jogava Dunkin' aqui.
131:08
Não, no Matrix também, Matrix. No Matrix também.
131:12
É que no Dunkin' tinha um momento logo no começo do jogo, que era uma sala de cinema e tal.
131:16
Aquele final fantástico, tocando Pixies, Where Is My Mind, os dois de mão dada e tudo explodindo, aquilo não tem no livro.
131:24
Não tá tocando Pixies mesmo no livro. Tá bom.
131:28
E teve uma polêmica que o filme trocaram o final na China. Ele corta antes das explosões e aparece um lettering falando que o Tyler Durder foi preso e foi mandado para o manicômio e as bombas não explodiram.
131:43
Caraca! Caraca, na China o filme acaba antes e fala, gente, ficou tudo bem.
131:46
Só que esse final tem mais a ver com o final do livro do que o final do filme original. Caraca, chineses puristas? No livro, ele dá o tiro na boca e aí quando ele acorda, ele tá num lugar tudo branco e silencioso e ele acha que tá no céu. Mas aí chegam os enfermeiros com hematoma na cara, tipo com aquele olhar de cumplicidade, tá ligado? Ele falando que tá tudo certo, chefe, tá ligado? Aí ele percebe que ele realmente, tipo, frustraram os planos da explosão. Ele conseguiu tirar o Tyler Durden da cabeça dele, mas ele tá num manicômio e os caras que tão tratando dele são os caras do Clube da Luta.
132:23
Ou seja, estão pirados que nem ele. É.
132:25
Não, e pior do que ele, porque ele meio que se curou com o tiro, sacou?
132:29
Sim, sim, sim.
132:29
Mas o filme terminar com ele falando a frase que fecha o filme. Você me conheceu em um momento muito estranho da minha vida. E aquela merda começa a cair os prédios todos. Cara, que fechamento perfeito para esse filme, né, cara? Isso é redondíssimo.
132:45
Mas é o que eu falei da crítica. A crítica, a capitalismo também, são as instituições financeiras que ele está discutindo.
132:51
Isso. Não é qualquer prédio.
132:53
Sim, ele vai aos prédios dos bancos, cartão de crédito, essas coisas.
132:56
É pra pagar os dados de débitos, de dívidas da galera.
133:01
Na época que ficava num prédio, esse tipo de coisa. Hoje em dia não existe mais isso. Eu já tô pensando aqui, cara. Final de ser sentido na China, o Bruce Willis tá vivo ainda. É verdade. Ele dá alta pro garoto. Que merda, exato. Dá alta pro garoto. Que merda.
133:20
A primeira regra do clube da luta é o auge da sua civilização.
133:26
Chegamos no ápice de 99. Chegamos no ápice da nossa civilização.
133:35
Se você parava a pensar, depois disso a gente entrou num purgatório mesmo, né? Que negócio de a gente tá morto já e tal, é isso.
133:41
É isso, é isso, justamente. Não, cara, veio o Senhor dos Anéis depois disso, cara, calma.
133:46
A gente tinha internet, mas não tinha redes sociais. Era o ápice, Marcelo.
133:52
Mas na época do Senhor dos Anéis tava no platô, então, vai, vamos dizer assim, né?
133:56
Exato.
133:57
Aí começou a cair. Matrix é um filme tão absurdo, revolucionário, assim, em tantos sentidos, cara.
134:03
É mesmo, cara.
134:05
Eu até sugiro, vamos fazer um outro programa, acabar esse aqui e a gente... Opa!
134:09
A gente já fez, né? A gente já fez, né?
134:12
Eu sabia que isso ia acontecer, cara. Eu sabia que ia acontecer.
134:16
Não, outro programa de 99, não.
134:18
Você não quer fazer outro programa, Alexandre?
134:21
Não, porra, você quer acabar antes de falar de Matrix? Não, eu... Você não é tão fã assim...
134:57
Sabe uma coisa que eu gostei muito na época do Matrix, do contexto? É que eu não sabia nada, nada do filme.
135:04
Puta, total.
135:05
Sabe, a campanha de marketing era o que que é a Matrix, né? E eu, cara, eu fui ver assim no hype, a galera foi ver no hype assim, cara, o que que é naquele mistério? Foi muito maneiro poder ver um filme e ser surpreendido por ele, cara.
135:18
Eu me lembro, cara, que quando o Morpheus começa a explicar o que que a Matrix puniu, naquele momento ali, eu tava tentando entender com ele, entendeu, cara? Sim. Então, por exemplo, o que que é? Ah, quando você paga suas contas, quando sei o que, eu falei, cara, será que é religião? Será que é? Cara, eu ficava tentando entender mesmo, né? Porque era isso aí, o what is the matrix que era a pergunta, né?
135:39
Não, e tinha umas paradas logo no começo, a gente falou do escaravelho, mas tem aquele robozinho que eles colocam no Neo também. Sim, que é um camarãozinho. É, o camarãozinho, cara, que entra no umbigo.
135:50
Que vai no umbigo, né, cara? Claro. Top 2, tecnologias mais angustiantes. Top 1 é aquele implante neural do Total Recall, que sai pelo nariz do cara, que é uma bola de beisebol, que pra mim aquilo é um escrotidão. E esse bicho sair do umbigo dele também é muito...
136:06
Não, mas é porque ele não era o Neo, né? Era a imagem dele. Então, ele podia manipular a realidade. Não é fisicamente atravessar o umbigo, entendeu?
136:13
Ah, mas a angústia pra mim tava lá. Não, sim, a gente não sabia. Mas a gente não sabe. A gente está vendo esse filme, a gente está vendo o cara que é um hackerzinho, trabalha e tal, a gente acha que é um filme de tecnologia, etc. E aí, de repente, começam a acontecer umas paradas bizarras, surreais, do cara, a boca dele grudar, o cara meter esse camarão dentro. E assim, que porra! E aí, quando você vai pra... É uma coisa meio surrealista, você não sabe? Vide o Neil colocando o dedo no espelho e puxando, né? Tipo, parece aqueles... Quase que é uma alusão àqueles relógios derretidos do Salvador Dali.
136:49
Estão trazendo surrealismo.
136:50
Não, alusão à Alice através do espelho, né? Aquilo ali é Alice através do espelho.
136:54
Não, também. Então, porque esse filme tem tantas camadas e formas diferentes. Aplicabilidade, como diria o Tolkien, né? Ele falava, meu filme não é... Meus livros dos soldados não são metáforas para nada. Ele tem aplicabilidade. Você aplica isso o que você quiser. E o Matrix é assim, apesar de existir hoje, que a gente sabe, uma trajetória... Das irmãs Wachowski falando sobre ser uma pessoa trans, que tem a ver com a jornada de você estar num sistema que te oprime, que suprime a sua verdadeira identidade, que você tem que simplesmente mascarar, jogar o jogo, etc.
137:27
E, de repente, a luta pela sua própria identidade é... Um inferno, você vai enfrentar todo o poder do sistema contra você.
137:36
Elas contam que tem uns primeiros, acho que até o Keanu Reeves falou que a primeira versão que ele leu do roteiro, uma ideia que acabou sendo tirada do filme é que alguns personagens dentro da Matrix tinham um gênero e fora da Matrix mudava o gênero, inclusive. as próprias irmãs Wachowski falam que naquela época que fizeram o Matrix, elas ainda não se entendiam como pessoas trans e tudo mais, mas que retrativamente elas conseguem enxergar agora, na história que elas criaram, como tem sim esses aspectos que elas conseguem enxergar de que, de alguma forma, estavam manifestando até o subconsciente delas de que iam passar por essa, estavam tentando passar por essa... E não entendeu e foi fazer o Edward West, né, cara?
138:16
Era pra ele ser o Neo, né, cara? Isso que é bizarro, né?
138:19
Mas olha só, esse filme tem essa questão. É a questão de muita gente não ter entendido esse filme.
138:23
Ele só foi achando que é um filme de ficção científica, de tiro, espada, porrada e bomba e não tem nada a ver, né, cara?
138:29
E nem é só sobre o robô. Não é, mas ele tem o ponto de virado no meio, quando ele acorda ali, é um ponto muito confuso. O O próprio elenco fala isso. Eu vi o Lawrence Fishburne falando a mesma coisa, que foi a que eu senti também. Quando o Neil acorda e tá ali, é o momento que você fica... Você não entende o que tá acontecendo. Peraí, ele foi parar dentro de um tanque com gosmo e rasparam o cabelo dele. Até você entrar naquela explicação... Rasparam só uma estelha, maluco. É! Tu fica... Por que fizeram isso? Que porra de pílula vermelha é essa que esse cara tomou?
139:00
Aí quando ele finalmente vai lá na explicação e tu... Ahn... E aí vai passando o filme. Vai... Ahn... As fichas vão caindo durante o filme. Tu... Ahn... Ahn... Tá...
139:09
Agora entendi o filme. Ele joga um pouco. isso com o negócio da Alice do País das Maravilhas, o Coelho Branco, etc e tal, como se fosse a Alice do País das Maravilhas, ao contrário, né, porque ela sai do mundo real e cai no buraco pra ir pro mundo de fantasia, etc, e ele não, ele tava no mundo de fantasia e ele cai, ele é, né, as máquinas puxam a descarga e jogam ele, que é a metáfora dele caindo no buraco do coelho, e ele vai parar no o mundo real que é completamente devastado, etc. Isso é incrível, mas acho que a maior parte da aplicabilidade dessa história, o próprio Morpheus explica, quando finalmente ele responde a pergunta que a campeã de marketing falou, o que é a Matrix?
139:49
Ninguém pode ser dito o que é a Matrix, você tem que vê-la por si mesmo. E ele fala com todas as palavras. O que é a Matrix? Controle. Então, eu acho que a aplicabilidade maior é que a Matrix, as máquinas, elas representam o sistema de controle. O sistema de controle que está no nosso mundo. E as pessoas dormindo, ele fala, essas pessoas são tão dependentes do sistema que... A gente está tentando libertar. As mesmas pessoas que estamos tentando libertar, elas estão tão dependentes desses sistemas que elas vão defendê-lo, vão lutar contra a gente, cara.
140:20
E essa pessoa é uma vítima também do sistema. O pior de tudo é isso, né? Você vê que eles têm que ir lá. Eles estão matando os caras. Ele fala, enquanto essas pessoas estão plugadas, elas são nossos inimigos. E aí ele filma bem um cara de policial olhando para ele, feio, etc e tal.
140:35
Matrix é um sistema, Rio.
140:38
Esse sistema é nosso inimigo. E quando está lá dentro, o que vê? Executivos, professores, advogados, carpinteiros. As mentes das pessoas que estamos tentando salvar. Mas até que o façamos, essas pessoas continuam sendo parte do sistema. E isso as torna nossas inimigas. Deve entender. E a maioria dessas pessoas não está pronta para ser desplugada. E muitas estão tão habituadas, tão irremediavelmente dependentes do sistema, que irão lutar para protegê-la.
141:07
Uma das genialidades do Matrix, cara, aí que tá, foi levar essa fronteira da aventura pra dentro do computador, né? Porque todas as grandes histórias, a fronteira, a aventura se passava num ambiente desconhecido pro herói, né? Pô, porra, quando era na Grécia, você via lá o Mediterrâneo, mas num lugar assim, né, dos mares e tal, etc. Star Wars levou pro espaço, que é a última fronteira na época, lembra? Da Corrida Espacial, a fronteira final. E onde é que vamos ter uma nova fronteira? Porra, no computador, né, cara? Então, por isso que foi, como você falou, revolucionário, porque porque levou a aventura para esse novo campo aí, que está todo mundo querendo saber o que eram essas BBSs, o que é esse negócio de entrar na internet, de 1999, 1998, a gente não sabia muito bem, né, cara?
141:48
E a parte revolucionária do filme, porque tem todas essas questões de aplicabilidade que foi dito e tal, mas, cara, se você olhar a cena de introdução do filme, que é a cena da Trinity, ela é espetacular, cara.
142:00
Espetacular.
142:01
Ela define um monte de regras do universo ali, em minutos, 4, 5 minutos. Ela te dá uma cena de ação fantástica, cheia de referência de anime e tal. Ela te entrega, em dois minutos de filme, o bullet time, maluco. O primeiro bullet time acontece no começo do filme. filme, cara, não é brincadeira.
142:22
Porra, essa super-herói, cara, e que que é isso também, né, cara?
142:25
Que que eu tô vendo, né? Tem uma cena que eu acho que ela é pouco exaltada, mas assim, porque ela é simples, é logo no começo, mas aquela cena da fuga do Neo do escritório, com o Morpheus no telefone com ele, ele vai abaixo agora, agora espera um pouquinho. Muito legal. Isso dá uma fundida na mente, você fala, caralho, o que que tá acontecendo. E é cena simples, né? Cena simples, super simples. Uma coisa interessante que o Dudu falou logo no começo, e a gente tá falando de aplicabilidade, o caramba e tal, que eu fiquei pensando, ah, o que que era? Será religião e tal, não sei o quê? Pode ser também. Pode ser não, é muito religião, porque assim, tipo, tem até um bate-papo do Laurence Fishburne com o Neil deGrasse Tyson, né?
143:01
E eles falam, porque é claramente o Neo como Jesus Cristo, o Morpheus como o João Batista, aí tem o Judas, que é o Cypher, né? Claramente, eles até brincam lá, tem uma frase que o Cypher fala lá, you scared the bejesus out of me e tal, não sei o que lá. A própria Trinity, né? Como o Espírito Santo, tipo a Trindade, enfim. E no final é meio assim, no 1 não dá pra ter tanta certeza, mas no 3, quando ele morre literalmente crucificado, né? Pra salvar lá a humanidade e tudo.
143:27
Cara, a única vantagem de fazer um podcast só sobre médicos é não falar dos outros, cara. Pelo amor de Deus.
143:33
Vocês estão falando aí do Cypher, seu Judas, não sei o quê. Mas tem uma coisa que eu vou ter que concordar com ele. Dava para ter explicado o que era Matrix, sim. Vai se fuder.
143:42
Porra, dava para o cara falar. Não, olha só. Na verdade, você existe do lado de fora. Você dá uma simulação. Calma, Gaveta. Tu não ia acreditar, Gaveta. Você não ia acreditar. Tudo bem. Você ia falar assim, a sua realidade. Aí você fala assim, por onde eu saio? Você não sai. Você está dormindo, sonhando.
143:57
Eu pensei que o Gaveta puxou aí o Cypher e eu falei assim, uma coisa a gente tem que concordar. O bife é muito melhor do que a... Eu pensei que ele ia falar isso mesmo. Eu sou time Cypher pra caralho.
144:08
Sabia, sabia. Ainda que você falasse que ele não acreditasse, mas pelo menos você já falou, o Morpheus era Mestre dos Magos. Não. O que é a Matrix? São as contas. Elas são o seu sapato. Ah, vai se fuder, porra. A simulação é um problema de computador que tá preso na tua cabeça.
144:26
Mas é um filme, Gaveto. Tem que progredir uma coisa. Eu entendi.
144:31
É um filme da minha vida, cara. É um dos filmes da minha vida.
144:33
É só porque tem Mr. Anderson, né? Então, cara, eu acho que a gente não pode passar, pô, falar do Sr. Smith, né, cara? Pô, Hugo Weaving. Pô, demais. Aquela cena do Morphus preso no prédio que ele fica, vocês são a doença.
144:49
Nossa, cara.
144:51
Os seres humanos são um mal, um câncer deste planeta. Vocês são uma praga.
144:58
E nós somos a cura.
145:01
E passa o dedo no suor do Lawrence Fishburne. Puta, é uma instalação perfeita, cara. Eu escolhi de ator.
145:07
O porra, o casting desse filme é foda mesmo. Ganharia o Oscar de Cassie, hein?
145:12
Odeio esse lugar. Esse zoológico.
145:17
Eu odeio este lugar. Este...
145:22
O Matrix é foda também nos detalhes, né? As paradas que são, por exemplo, o déjà-vu do gato. Nossa, eu tava pensando nisso. Isso é muito foda.
145:34
Essa parada do déjà-vu, eu acho que ela estabeleceu uma mitologia. Isso que é legal também, né? A gente fala tanto de filmes que criam mitologia, Star Wars e tal. Estabeleceu uma mitologia pra esse universo. Existem regras que vocês falaram, né?
145:46
O déjà-vu é uma das... É um detalhezinho ali que, pô, estabelece. Quando alguém fala de déjà vu ou eu tenho, eu automaticamente falo um erro na Matrix.
145:54
É, exato. Isso é muito foda.
145:56
É um detalhezinho ali que, pô, estabelece. Quando alguém fala de déjà vu ou eu tenho, eu automaticamente falo um erro na Matrix.
146:03
É, exato.
146:04
Essa brincadeira de déjà vu foi muito maneira e muito bem colocada. Por quê? Tudo que acontece no filme, na Matrix, A gente pode encarar como um paralelo da nossa realidade, porque eles falam que aqui está o pico da sua civilização, que era a época presente que a gente estava vivendo na época, 99, né? Os celulares eram todos daqueles, de flip, etc e tal. A gente estava vendo esse filme e estava vendo um filme moderno. Hoje em dia parece um filme um pouco datado, mas a gente está vendo um filme moderno em termos de tecnologia, é o que tem hoje. Então, quando você sai de cinema, você olha em volta e você está que nem um Neo, né?
146:36
Tipo assim, o que pode me provar que eu não estou numa simulação como eles mostraram no filme?
146:42
É que nem o gaveta saindo do sexto sentido, né?
146:45
Exato. Mas o déjà vu é ainda mais instigante porque é uma sensação que todos nós temos, que é uma parada misteriosa, que a gente fala que essa parada do cérebro está registrando a mesma coisa de duas formas diferentes, então parece que você sonhou com aquilo, que aquilo é familiar de alguma forma, mas é um glitch no seu cérebro e não na Matrix.
147:04
Isso é o que você quer acreditar, Alexandre, é o que você quer acreditar.
147:06
É que nem a religião, ou Deus, etc, né? Que é infalsificável, né? Você não consegue desprovar. O foda e o intrigante desse filme foi de jogar um monte de coisas da nossa vida real e dizer assim, você não pode desprovar que você não está numa simulação. Sim.
147:21
No Animatrix, quando tem aquele episódio da Casa Mal-Assombrada, que eles refazem a casa, aí aparece justamente como é que funciona o DJ V, né?
147:30
Ah, agora o senhor quer sair do filme 1, né? Não, mas...
147:35
Mas Animatrix vale, Animatrix vale, todos são excelentes.
147:39
Ah, quando ele gosta, vale, é isso. Animatrix é 2003.
147:43
Animatrix não, calma aí, vamos defender. É foda, é foda, é foda. Vamos defender, Animatrix não é continuação do Matrix, estou te falando, é que fortalece o lore, fortalece a mitologia. Sim, sim. E aí, o que eu tô te falando, quando eles refazem a casa, aparece justamente o gato e aí o déjà vu, que é justamente isso que você falou. Entra pra mitologia da história, né?
148:02
Mais um filme que eu saí me perguntando se eu tava ali ou não tava ali. Caralho, eu tô numa simulação. Cruzando, eu tô numa simulação ou será que eu estou morto?
148:11
Então, mas isso instigou a imaginação de todo mundo e fez o filme ser falado e falado e conversado.
148:16
Falado demais. E uma das regras mais importantes que ele coloca ali, porque quando a gente pensa em ilusão, aquela coisa, né? Você se bilisca, cara. Você não sente dor e tal. Mas aí a regra que ele coloca, pô, se você se ferir na Matrix, você também pode morrer na vida real porque... o cérebro, o corpo não substitui o cérebro, né? Então, é como se você saísse do cinema, gaveta. Ah, então vou, sei lá, vou tropeçar aqui. Pô, mesmo assim, você pode estar na Matrix, né? Então, nada muda, na realidade.
148:42
É, na hora, falaram assim, a mente muda, eu pensei, ih, caraca, gravidez psicológica, é isso mesmo? Caraca! Caraca!
148:49
Sabe uma parada aqui, esse negócio de bater o paralelo da Matrix com a nossa vida na época e tal, já é uma coisa impactante. Agora, vê de novo a cena do Morpheus explicando para o Neo a Matrix, o deserto real lá, sendo deserto do real, quando ele fala essa frase bem peculiar que voltou à tona agora, que é... Nós nos maravilhamos com a nossa própria grandeza quando criamos I.A.
149:12
I.A.
149:13
?
149:15
Inteligência artificial.
149:17
E aí a gente fica arrepiado, porque a gente vê só o paralelo da história contada lá no Animatrix, né? A Second Renaissance, né? Que é maneiríssimo, conta toda a história de como foi a guerra contra as máquinas, etc., E a gente vê o nosso mundo de verdade, invariavelmente, caminhando pra essa ficção científica que a gente viu no cinema de 99. Que loucura!
149:38
Eu tô lendo um livro agora chamado Seremos os Dados, do Marcos Bruso, que tem uma parte que fala sobre isso, né? A humanidade, ela é um ser que não é conhecido pelo que ela é, e sim pelo que ela construiu. Aí os egípcios, os egípcios foram os que fizeram as pirâmides. Ah! Os romanos foram os que dominaram o mundo, fizeram os aquedutos, tal, não sei o que. É sempre o que a gente fez, o que a gente construiu, o que a gente se maravilha, e não pelo que a gente é, né? É verdade. Olha aí.
150:08
Agora é uma pergunta bem nerd, assim, se é meio que isso tivesse continuado. Digamos assim, vou entrar numa coisa do Marcelo, vou lembrar aqui dos outros, depois é meio que se destrói e reconstruí da Uareva. Ah. Mas se ela tivesse continuado, tá? Se a gente tivesse Matrix hoje, essa Matrix seria 99, manteria 99 ou seria 2026? Como é que seria a Matrix?
150:27
O pico da civilização é 99.
150:30
Eles se mantinham sempre em 99? Ou a tecnologia dentro da Matrix?
150:36
Se vier pra 2026, a galera ia querer muito sair da Matrix.
150:39
Aí não ia dar certo.
150:42
A gente não tá no pico da civilização mais, cara. Eu acho que já foi.
150:47
Não seria em 2026, com certeza. As pessoas que continuaram vivendo na Matrix e tal, elas continuam vivendo sempre em 99?
150:55
Ah, eu entendi. Essa evolução tecnológica dentro da simulação se existe, né? É por isso que tem que ter o reload. É, tem o reload, Dudu.
151:02
É por isso que tem que ter o reload, pra continuar em 99.
151:05
Hoje em dia, os caras não iam nem conseguir fugir da Matrix pra achar um telefone com fio. Ia ser foda.
151:13
É verdade. Mas tem o carregador. O carregador, ia ser no USB, meu amigo. Não, mas aí não é na internet, né?
151:21
Sim, mas na verdade eles não precisavam de internet, eles precisavam de um ponto fixo de contato, né?
151:25
Acho que outra parada que a gente pode puxar aqui é a trilha sonora.
151:32
Não só as músicas instrumentais e tal, não sei o que, mas com as músicas escolhidas, né? A música que termina a Wake Up, que é do que o Dudu falou, do Rage Against Machines.
151:41
Porra, Wake Up, porra, perfeito.
151:42
É o Neil falando, vou te pegar, eu sei quem você é, você mora, né?
151:48
Caraca, qual é a versão da Matrix essa aí? Porque eu não vi essa versão. O pereio. O pereio é o Neo.
151:57
Mas uma coisa que eu não queria deixar de destacar, assim, porque a gente tá falando muito sobre como é revolucionário e tal, mas o trabalho de efeitos especiais desse filme, o Bullet Time, ele é uma parada que foi inventada pra esse filme. E é um negócio que não é só pela complexidade mecânica de executar, porque é aquele negócio, é um negócio que Foram várias câmeras ao redor pra disparar em segundos diferentes e poder reproduzir, porque você não ia conseguir nunca fazer uma câmera girar numa velocidade alta o suficiente em volta do ator pra depois fazer um slow motion. Então, é um negócio bizarro, mas também por como o efeito do bullet time criava uma experiência sensorial que a gente nunca tinha visto no cinema.
152:33
é um negócio muito difícil de acontecer, você tem um evento especial que revoluciona mesmo, porque é esse negócio você tá desacelerando a ação mas você tá se movimentando pela cena rápido e tal, nenhum filme tinha feito um negócio desse, nunca, sabe, de você poder explorar o espaço inteiro e ficar indo pra lá e pra cá enquanto tá tudo em câmera lenta, é um negócio muito bizarro e é tão importante o negócio, porque é muito doido a gente pensar também que esse é um filme tão importante e que teve todo esse orçamento pra fazer esse negócio todo, dirigido por duas pessoas que eram desconhecidas as irmãs Wachowski, cara, não Não eram, tipo...
153:04
Isso é muito louco. Não eram, tipo, pessoas que estavam mega estouradas em Hollywood. Eram pessoas que tinham dirigido um filme antes, que é Ligadas pelo Desejo.
153:11
Elas roteirizaram assassinos do Stallone, só que pediram pra tirar dos créditos porque odiaram a merda que eles fizeram.
153:19
Isso, exato.
153:22
Só tinham dirigido um filme, sabe? E aí, como é que convence um estúdio a fazer Matrix? O que convenceu foram os testes que fizeram pra mostrar o Bullet Time. Porque tinham, olha, a gente tá pensando em fazer esse efeito especial aqui, que ele nunca foi feito. Aí fizeram todos os testes já com o John Gaeta, que era o diretor de efeitos visuais. Fizeram um teste bem rudimentar, assim, mas que mostrou que dava pra fazer. E aí, quando a Warner viu aquilo, putz, isso aqui tá massa. Pode fazer o filme. Marcos,
153:48
Sabe que filmaram o backup, né? Eles filmaram todas as cenas lá do bullet time e elas também filmaram cenas sem o bullet time. Tipo assim, na hora que o policial tá tomando lá, tem que fazer uma cena de backup. Tipo, sem esse efeito, no final, a gente fez a cena padrão. Então, em algum lugar lá no arquivo, tem a cena da Trinity chutando o policial sem o bullet time. É só ela pulando e pá, sei lá, muda dois takes e faz, sabe?
154:11
E, cara, é muito bizarro pensar, porque, assim, não é só a história, o tema ali, esses efeitos. Tipo, tem a ação, tem os personagens que são fodas pra caralho.
154:22
As camadas, cebola, né?
154:24
Cara, até frase de efeito, tipo, dodge this, né? I know kung fu. Ele é muito completo, assim.
154:30
Ele é uma obra-prima, cara. Eu tava aqui lembrando e vendo umas cenas, cara. O filme tem duas horas e dezesseis. O que é o tempo ok, né? Pra um filme, hoje, tem três. Três, quatro horas. Então, ele é até um filme longo pra 99. Mas, cara, acontece tanta coisa nesse filme. Sim.
154:45
E não tem barriga o filme, né, cara? Não tem barriga o filme, né? Não tem, cara. É uma cena atrás da outra.
154:50
Uma coisa puxa a outra, puxa a outra. Putz, tem a cena de tiroteio no lobby, cara. No detetor de metal que o Neil... Sabe? Putz... Já acontece um bilhão de coisas e ainda tem essa cena quando eles vão lá resgatar o Morpheus.
155:01
E assim, cada cena e cada diálogo, você consegue puxar uma discussão filosófica, tá ligado? Que vai muito além e que dá pra fazer, por exemplo, um Nerdcast por cada discussão que eles têm, fazer uma discussão filosófica foda, porque tudo tem embasamento, tem referência.
155:19
É muito foda. Tipo, aquele moleque que é o cara que recebe o Neo, que explica pra ele, que faz a mulher do vestido vermelho, né, na simulação e tal. Você se apega a ele porque ele é todo empolgado, ele tá todo feliz. É o mouse, né? Chegou, é o mouse. E ele morre na primeira incursão que os caras fazem na Matrix, tipo, depois que o Neo chega. Cara, a gente nem falou da Oráculo, cara, aquele puta que...
155:41
Então, essa parada da Oráculo, até eu ia puxar também e dizer que, como eu falei, que eu achei maneiro esse negócio de você pegar uma história que é antiga, mitológica, e botar dentro daquela skin da proposta de ser contemporâneo, sentindo no jogo. Oráculo é uma parada que sempre teve nas mitologias, nas grandes histórias. E a Oráculo ser, né, aquela mulher naquele cubículo ali, porra, demais, cara, sabe? Tipo, e as coisas que ela fala pra ele tem tudo a ver, né? Pô, o roteiro é perfeito, né? Nem se fala, né?
156:06
Dudu, você não acha que lembra um pouco o Yoda, né? O grande mestre humilde, tipo, é um lugar que você menos espera encontrar, tipo assim, a sabedoria máxima do universo, tá ali naquele...
156:16
É tipo um abrigo, assim, né, pra crianças e tal, né?
156:19
Isso sim, mas eu digo a representação, entendeu, cara? Porque o oráculo é um, né, que vem da Terra, ou então pode ser uma coisa mais fantástica e tal, mas ter tudo a ver, por exemplo, né, a...
156:29
personagens que representam conceitos, né? Mais uma vez, batendo na tecla da identidade, ela aponta lá, né? Conheça-te a ti mesmo, né? Know thyself. Isso tudo é a libertação de você entender quem você é neste mundo, né? Onde é que está enterrado você, a sua identidade verdadeira, né? O que não é máscara? O que não é simulação nisso, né?
156:49
mas o importante é ela falar que ele não é o escolhido. Sim! Por isso que vem a brincadeira que eu fujo nisso. Quer dizer, que existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho, entendeu? Exatamente. Esse que é o ponto que ele fala no final. Ele só foi atrás do Morpheus porque ele achava que ele não era o escolhido. Aí ele virou o escolhido.
157:05
Exato. Mas ela fala ser o escolhido quando tá apaixonado. Ninguém precisa te dizer que você tá apaixonado. Você simplesmente sabe. Cara, ela é demais.
157:14
A Oráculo é um personagem incrível mesmo, cara. Puta merda.
157:17
A primeira regra do Clube da Luta é...
157:23
O agente Smith era fora da curva porque ele também queria se libertar. Essa é a grande diferença também, né? Lembro que ele falava que ele queria, ele tinha essa coisa, os outros agentes não. E finalmente, inimigos fodas, porque como é que você luta com agentes? Você não luta, cara, você sai correndo, entendeu? É a regra. É a regra, então não tem essa, não tem como lutar com agentes, esquece essa história, né?
157:42
É muito foda, porque eles estabelecem essa regra nessa primeira cena da Trinity, sabe? Quando chega, a gente da Trinity sai correndo, ela tem que achar uma linha fixa pra sair, porque ela tá fudida. E aí, no final, cara, quando o Neil vai enfrentar, ele não corre, puta que pariu.
157:57
Então, essa cena, eu já discuti sobre ela, que é legal o seguinte, ele não corre, ele enfrenta. E no final das contas, pensa assim, em tese, não serviu de nada, porque ele matou, o Agent Smith apareceu logo no outro corpo e não adiantou nada. Mas tem uma vitória moral ali, né?
158:10
Ah, porque ele muda de corpo.
158:12
Ele muda de corpo. Se ele matar o agente Smith pra ser atropelado no trem, no metrô... Ah, tá. Ele ficar lutando o tempo inteiro com o agente Smith não vai fazer tanta diferença porque o agente Smith vai ficar parecendo em outro, em outro, em outro, em outro.
158:25
E é uma cena muito bem feita porque ele tem uma puta dificuldade pra matar o cara e fazer o cara ser atropelado. Ele sai, fica lá na ponta dos pés pra não ser atropelado junto pro metrô. E aí abre a porta do metrô e ele sai de dentro do metrô, cara.
158:38
Ele sai de novo e fala... É muito foda, cara. Mas é legal que é uma vitória moral ali. É meio que você acreditar, sabe assim? É porque ele tá começando a acreditar.
158:48
É, exato, assim. Você acredita. Mas ele vem aqui e fala assim, ok, agora tem que correr. Não adianta mais lutar com o cara que eu tô quase morrendo aqui e ele tá novo. É muito foda. E aí ele acaba morrendo.
158:58
Ele não consegue. Esse filme, especialmente a primeira vez que eu vi, você vai entendendo ele com o tempo. Conforme as coisas vão passando, eu vou entendendo. Depois dessa cena, o Osmit surge de novo e ele foge. Quando ele foge, ele bate de cara em uma multidão, né? Que é na feira, sétima-feira. Sim, sim. E aí você entende o meio do filme. Ah, é por isso que tem que ter medo de pateia. Pô, agora, sabe? Puta, agora faz um puta sentido, sabe? Porque eles podem aparecer... Porque todos parecem um James Smith, né?
159:23
É, você ouve isso antes, mas quando você vê aplicado no filme... E essa construção é muito foda dos agentes, porque a hora que o Morphus... Você tem que correr. A hora que o Morphus pula, ali é o desespero. Porque você fala, meu, fodeu, ele vai morrer. Ele tá se sacrificando, não tem como ele escapar de um agente. Ele não vai... O David falou daquela cena do hall do prédio e tal, que eles atiram. Esse detalhe do concreto ou porcelanato, sei lá como é que chama, das paradas quebrarem de um jeito tão...
159:53
Não, não, eles lutam no banheiro, né? Aí quebra lá a privada, quebra a pia, sei lá e tal. O jeito que as coisas quebram nesse universo, quando eles estão lutando ou dando tiro e tal, é muito único também. Você vê aquilo, você fala, putz, isso é Matrix.
160:09
Exato. E também o estilo, né? O que esse filme foi visualmente um catalisador de... Não existia farmar aura, mas ele farmou tudo que existia em 99, caralho. Ele definiu uma estética de décadas. Exato, exatamente. Pra mim, o ponto alto do badassness desse filme é a pose que o Ken Rees faz no final daquele tiroteio lá no lobby do prédio, que ele vai e sobe no cara pra chutar o cara. Pá! E quando ele cai, ele cai com a pose mais badass do universo.
160:40
Eu não sei porque não tem a estátua do Aerosmith assim.
160:42
Posso dar uma estragadinha nessa cena pra você?
160:44
Ah! Ah, não! Por quê? Não, não faça isso.
160:47
Porque a hora que ele faz essa pose, cai o rifle no chão. E você vê claramente a ponta do rifle de borracha dobrando quando ela bate no chão, assim.
160:57
Ah, Marcelo, tudo bem. Cara, é a realidade se dobrando, cara. É verdade! É verdade!
161:05
Você tem razão, Dudu. Dudu salvou! Dudu salvou!
161:10
O Marcelo não é fã suficiente.
161:24
Este Nerdcast foi editado por Radiofobia, podcast e multimídia.